12 de dezembro de 2010

O poder da oração

rosario

Sou ateu há mais de quarenta anos e ainda me lembro das orações católicas que aprendi em criança. Sem dúvida devido ao peso da repetição, essas frases então misteriosas e hoje absurdas continuam gravadas nos meus circuitos mentais.
A minha tendência de céptico é considerar as orações inúteis exercícios para testar a resistência dos fiéis ao tédio. Mas…

Se as orações são inúteis, porque consagram as igrejas tanto tempo à oração? Ok, eu sei que são considerados meios de comunicação mágica com a divindade. Mas nesse caso, para além de testar a paciência dos fiéis, devem estar à procura dos limites da paciência da divindade, repetindo sem parar as mesmas frases tornadas ocas pelo uso. Já imaginaram o que seria, da parte da divindade, caso existisse, ouvir tudo isto de cada um dos fiéis, multiplicado por muitos milhões, repetido por todos os dias de muitos séculos?

Ainda bem que a divindade não existe, porque se existisse teria fulminado há muito todas as comunidades de crentes, só para não os ouvir!