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Os esquadrões da morte afegãos da CIA

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The Intercept documenta atuações terroristas dos EUA no Afeganistão: "O zumbido de um drone à noite foi o primeiro sinal de problemas. Em seguida, veio o rugido de um avião maior, a voar baixo, que alertou os residentes da aldeia afegã de Omar Khail de que havia soldados nas proximidades. Homens camuflados percorriam as ruas falando pachto e inglês. Era dezembro de 2018 e o ar estava gélido. Seguiram para a madrassa, ou escola religiosa, onde mais de duas dúzias de meninos com idades entre 9 e 18 anos dormiam no chão de vários dormitórios. Um vizinho que observava de uma janela do outro lado da rua viu um flash e ouviu uma forte explosão quando o portão da frente da madrassa foi arrombado. Lá dentro, o barulho acordou Bilal, de 12 anos, que estava encolhido numa sala com outros nove meninos, quando um soldado afegão irrompeu pela porta. 'Acorda!' o homem gritou em pachto, apontando para os meninos um a um com o cano da sua espingarda, no qual estava montada uma lan...

Angola, 1975 a 1980: O Jogo de Póker das Grandes Potências

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William Blum A informação a que temos acesso é formatada pela assimetria das fontes, bem como pelos nossos próprios preconceitos. Por isso é importante, para conhecer uma realidade, ter acesso a outras fontes, outras narrativas. Nenhuma informação pode ser engolida sem crítica. A ideia que os portugueses têm da Guerra Colonial em Angola e da Guerra Civil que se seguiu é fortemente influenciada por grandes mitos: do ponto de vista dos saudosos do colonialismo, a traição dos dirigentes portugueses; do ponto de vista da esquerda, a santificação dos movimentos de libertação — ou a santificação de uns e a demonização de outros. Mais subtil ainda é a deformação nacionalista, em que preferimos insconscientemente as narrativas em que a nação (ou a parte da nação que mais amamos) fica melhor na fotografia.