18 de junho de 2018

O Significado Gnóstico do Êxodo - R. Salm comenta H. Detering (5)


É fácil fartar-se com as muitas seitas e nomes que povoam a história da religião. Este e o próximo post mencionam os Terapeutas, o Mandaísmo, os Falasha, o Zoroastrismo, o Maniqueísmo, o Gnosticismo, o Budismo ... No entanto, defendo que tempos e lugares diferentes têm nomes diferentes para a mesma coisa – neste caso, o caminho para o conhecimento da vida (literalmente, Manda d'Haije em mandaico). Eu aconselho o leitor a focar-se na unidade de doutrina e perspetiva subjacentes, em vez de na pletora de nomes bastante enganosa. Desta forma, apreciará melhor a tentativa corajosa do Dr. Detering de construir uma ponte entre culturas e religiões cruzadas entre o Oriente e o Ocidente, baseada num exame do Êxodo, da travessia, do atingir "o outro lado".

17 de junho de 2018

História Geral da África

Se tens curiosidade sobre a história africana e gostarias de ter acesso a uma versão não colonial e menos eurocêntrica (e, já agora, em português), aqui está esta coleção monumental  em oito volumes de PDFs gratuitos editados pela Unesco. Serve também, naturalmente, de obra de referência.

8 de junho de 2018

O Significado Gnóstico do Êxodo - R. Salm comenta H. Detering (4)

Nota: A edição alemã do artigo do Dr. Detering, acaba de aparecer e está vinculada ao seu website aqui.

A edição em inglês, traduzida por Stuart Waugh, está iminente.

(Este post não tem código de cores, pois é inteiramente comentário meu. Muitas das informações abaixo são do meu ensaio "Pre-Rational Religion", Kevalin Press: 2010, difundido em privado. - RS)

Água sagrada e significado oculto abaixo da superfície

No seu tratamento do tema do Êxodo, o argumento do Dr. Detering centra-se no elemento da água e na sua interpretação alegórica. Como observado no post anterior, já no terceiro milênio AEC, Elam tinha um ritual de água sagrada, e a divindade mesopotâmica Enki era o Senhor da água, da sabedoria e da criação. Podemos perguntar: Porque foi a água usada como símbolo sagrado desde tempos tão primitivos?

23 de abril de 2018

O Significado Gnóstico do Êxodo - R. Salm comenta H. Detering (3)

“O significado gnóstico do Êxodo e o começo do culto Josué / Jesus ”(2017)

Comentários de René Salm a um artigo de Hermann Detering (3)


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6 de abril de 2018

Código de cores: o material de Detering em castanho, os meu comentários em verde e pontos particularmente significativos (de qualquer um de nós) em vermelho.

21 de abril de 2018

O Significado Gnóstico do Êxodo - R. Salm comenta H. Detering (2)

H. Detering, “O Significado Gnóstico do Êxodo” – Um comentário (Pt. 2)

René Salm (tradução de um post no seu blogue Mythicist Papers


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6 de abril de 2018

Código de cores: o material de Detering em castanho, os meu comentários em verde e pontos particularmente significativos (de qualquer um de nós) em vermelho.

O Significado Gnóstico do Êxodo - R. Salm comenta H. Detering (1)


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René Salm, um norte-americano criado em Beirute, pertence à corrente miticista, ou seja, os que defendem que não existe um Jesus histórico, mas a sua pesquisa tem duas originalidades: Durante anos, este autor dedicou-se a desmontar o mito de Nazaré. Tendo em conta que Nazaré não existia no suposto tempo de Jesus, ele desmascara a armadilha turística que é atualmente o suposto local do nascimento de Jesus. Insiste que o Nazareno não se refere a Nazaré, mas a uma seita preexistente, os nazoreanos.

19 de abril de 2018

Riqueza traz felicidade? Até certo ponto...

A questão de saber se a riqueza traz felicidade ou não tem ocupado os filósofos e os moralistas há milénios. Vários ditos irónicos circulam, sendo o mais conhecido o de que o dinheiro não traz a felicidade mas ajuda muito. Os que prestam mais atenção ao desenvolvimento das qualidades morais tendem a desprezar o dinheiro ou até, como fazem os budistas, negar a noção de desejo. A felicidade seria o Nirvana, ou a morte do desejo.

A ciência tem o hábito de cortar nós górdios, substituindo palavreado por análise matemática e, neste caso, entrou na questão armada de um grande machado epistémico. Bom, a felicidade é subjetiva, mas a felicidade ou infelicidade de grandes números pode ser tratada como um dado objetivo. Porque é que não perguntamos às pessoas?

15 de abril de 2018

Ordem & caos

Não sou colecionador de moedas, mas tinha algumas numa caixa. Moedas de um e de dois euros, cinquenta, vinte, dez, cinco e um cêntimo, umas quantas de cinquenta e vinte escudos dos tempos antigos, marcos e francos também de antes do euro, umas poucas peças inglesas e norte-americanas. Também levas e leuas das minhas passagens pela Bulgária e pela Roménia. Cinquenta escudos de Cabo Verde e um par de kwanzas. Até uns rublos da velha URSS que alguém me deu.

Resolvi arrumar todas as moedas em pilhas por denominação e valor. Todos os euros ficaram numa pilha de euros, os marcos numa pilha de marcos, os cinquenta cêntimos de euro na sua pilha, por aí fora. Terminada a tarefa, arrumei a caixa na minha secretária.

22 de março de 2018

Juventude europeia abandona religião

Tradução e adaptação do artigo Report Finds Young People in Europe Are Abandoning Organized Religion in Droves no blogue Friendly Atheist, de Hemant Mehta.

Um relatório recente (PDF), realizado pelo professor de teologia Stephen Bullivant, da Universidade St. Mary em Londres, descobre que muitas nações europeias estão a marchar rapidamente para longe da religião.

Basta olhar para a percentagem de "Nenhuns" (ateus, agnósticos, pessoas que não pertencem a nenhuma religião organizada) no grupo etário dos 16 aos 29 anos.

Na República Checa, 91% das pessoas com menos de 30 anos não têm nenhuma afiliação religiosa. E num conjunto de 12 países a opção "nenhuma" é maioritária na mesma faixa etária.

3 de fevereiro de 2018

Um Conto de Duas Caixas, Éticas Sexuais em Contraste

Tradução do artigo "A Tale of Two Boxes, Contrasting Sexual Ethics", no blogue Love, Joy, Feminism, de Libby Anne. Trata-se de uma autora com muito público, do canal não religioso (ateu) do portal de discussões sobre religião Patheos. Educada numa família fundamentalista cristã, Libby Anne foca-se habitualmente no seu percurso de deconversão e discute problemas enfrentados por quem fez o mesmo caminho.