20 de maio de 2013

Guerra de informação... contra nós!

Já o velho Alvin Toffler tinha dito que agora as armas decisivas dos conflitos seriam não bombas mas informação. Há muito que assistimos a isso, mas o público não percebeu ainda bem. Continua a ver TV, ler jornais e a consultar a Internet partindo do princípio que a informação que lá encontra é, essencialmente, desinteressada. Alguma é, mas a maior parte não. E quanto mais pesados os interesses em jogo, mais a informação se transforma em propaganda.



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31 de março de 2013

O GRANDE QUESTIONÁRIO DE PÁSCOA

por David Fitzgerald
Responda a este pequeno questionário e vai descobrir que talvez não saiba tanto sobre a Páscoa cristã como pensava.
Esta é a minha tradução em português de um original de David Fitzgerald. publicado em The Skeptic Money sob o título The Ultimate Easter Quiz – Jesus Gets Nailed!. David Fizgerald é meu amigo no Facebook, mas mais importante que isso, é um historiador e tem-se dedicado a investigar alguns dos mitos religiosos mais 'sagrados'. Meteu-se com os mórmones e os cristãos. O seu último livro chama-se Nailed: Ten Christian Myths That Show Jesus Never Existed At All.


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28 de março de 2013

Instrumentos de poder

Em antigos tempos, os poderosos lutavam entre si pelo poder utilizando como armas o maior número possível de súbditos dispostos a sacrificar as vidas pela fortuna dos amos. Como os exércitos de escravos nunca tiveram sucesso, excepto como remadores nas galés ou esporadicamente quando se revoltavam, não podiam ser usados como ferramentas de luta pelo poder. Restava então aos poderosos coagir de várias formas os seus subalternos e servos a lutar por eles. Promessas de partilha do saque, de partilha da glória, várias formas de pressão ou apenas a tracção das ideias heróicas e religiosas manipuladas por demagogos e sacerdotes arrastavam os simples para o matadouro.



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3 de janeiro de 2013

Eu ganho mais dinheiro que ele!

Libby Anne é uma bloguista americana que conta, no seu blogue Love, Joy, Feminism, uma experiência pessoal extraordinária. Foi criada nas profundezas das seitas mais radicalmente fundamentalistas, em que os homens detêm autoridade absoluta sobre as mulheres, estas devem ficar em casa e ter o maior número de filhos possível, os quais devem ser educados em casa, à espera da segunda vinda de Cristo — mas rompeu com todas essas ideias e hoje é ateia e feminista. O seu blogue procura ajudar as pessoas que fogem desses cultos estranhos e opressivos. Resolvi traduzir este artigo, pela sua clareza e atualidade, mesmo no nosso contexto. Link do texto original: “I Make More Money Than He Does”

O blogue de Libby Anne faz parte da divisão ateia do portal Patheos, um local vocacionado para o debate de assuntos filosófico-religiosos.



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24 de novembro de 2012

Porque ser progressista é melhor que ser conservador

Progressistas e conservadores não divergem só sobre assuntos específicos, mas sim sobre valores éticos fundamentais. Será possível defender-se que os valores progressistas são realmente melhores?

Um artigo de Greta Christina



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9 de setembro de 2012

Portugal deprimido

Aspectos da vida do nosso país, nestes últimos tempos, têm-me feito lembrar um quadro clínico infelizmente, para mim, familiar. Recentemente fui vítima de uma depressão grave e alguns dos sintomas que me habituei a reconhecer e que tive de combater para sobreviver, encontro-os reproduzidos na paisagem mental deste nosso país em crise.

Todos sabemos que a crise é real, não estou a dizer o contrário. O que me faz confusão é a forma como os portugueses a enfrentam. Perpassa em todo o lado uma resignação, um baixar de braços, um encolher de ombros, uma aceitação inexplicável da falta de esperança, da falta de futuro.



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8 de julho de 2012

Paroxismo histérico

Estreou nos EUA (não sei quando será visto cá) o filme Hysteria, uma comédia romântica passada na Inglaterra vitoriana, sobre a invenção do... vibrador!



Greta Christina gostou do filme mas não ficou demasiado entusiasmada.

O que é curioso é que a história, para além de além das liberdades narrativas tomadas pelo filme, é incrível e verdadeira.



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24 de junho de 2012

Democracia & aparência

Outro dia, a Câmara Municipal de Almada fez uma reunião no meu clube, o Vitória das Quintinhas, integrada num ciclo chamado Opções Participativas. Era suposto a reunião dedicar-se a receber as contribuições dos munícipes para o Plano de Atividades 2013. Vim tarde do trabalho, lá comi uma sandes e bebi uma imperial no bar e fui para o pavilhão participar na reunião. Contribuir para o Plano de Atividades da Câmara? Pareceu-me bem.




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14 de abril de 2012

Frente às prateleiras do super

Assim de repente, lembro-me de quatro tipos de substâncias que podem ter efeitos importantes no nosso organismo: os alimentos, os medicamentos, os venenos e as drogas recreativas.

Os alimentos são os mais decisivos, já que a sua falta compromete a nossa sobrevivência. A forma como os ingerimos é gerida de uma forma complexa, onde entram comportamentos instintivos, questões culturais, preferências pessoais. Não é deles que falo hoje, nem das drogas recreativas. Decisivos são também os venenos, naturalmente. Em princípio, é de pensar que o melhor é nunca os ingerir. Mas, no entanto, muitos medicamentos são essencialmente venenos. Tudo depende da dose e das circunstâncias.

Os medicamentos é que têm o poder excecional de alterar a forma como o nosso organismo funciona. Esse poder, naturalmente, é perigoso. Assim, a ingestão de medicamentos encontra-se regulada de uma forma estrita, supervisionada por peritos (os médicos) e previamente estudada de forma exaustiva. Os únicos medicamentos de venda livre têm ação popularmente conhecida e são relativamente inofensivos.



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7 de março de 2012

Contra os defensores religiosamente preguiçosos dos pios

Recentemente, um bando de ateus acoitou-se numa instituição online chamada Freethought Blogs. Estão lá algumas das pessoas que mais gosto de ler, como PZ Myers (Pharyngula) ou Greta Christina. Foi num destes blogs, Camels With Hammers, pertencente a Daniel Fincke, antigo fundamentalista e professor de Filosofia, que encontrei um artigo tão interessante que me pus a traduzi-lo: Against The Religiously Lazy Defenders of The Pious. Trata das pessoas que não levam muito a sério a sua religião e da dinâmica surpreendente que muitas vezes provocam. O articulista refere-se à realidade dos Estados Unidos, mas parte do que ele descreve sem dúvida que se aplica cá. De notar que o termo liberal no artigo nada tem a ver com liberalismo económico mas com o seu sentido antigo, de amor à liberdade.

Os moderados religiosos e liberais aparecem em muitos tipos. Neste post quero falar sobre alguns tipos de moderados religiosos ou liberais e sobre as razões porque me irritam. Para isso quero traçar algumas distinções que não creio ver ninguém a fazer mas que serão úteis para que o assunto se torne claro.

Muitas vezes, quando nós, ateus, distinguimos e criticamos os religiosamente conservadores, moderados e liberais, estamos a referir-nos às suas crenças religiosas e aos seus graus relativos de tradicionalismo e de inflexibilidade. Mas há pelo menos duas outras maneiras se ser conservador, moderado ou liberal. Além do relativo conservadorismo ou liberalismo do conteúdo das crenças de cada um, também há diferentes modos de assumir essas crenças (de forma consciente ou periférica) e diferentes modos de as praticar (mais estritamente ou com mais laxismo).



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