25 de março de 2014

Notas sobre a Ucrânia

Para ajudar a pensar sobre o que se passa na Ucrânia, vou juntar aqui algumas informações. Em primeiro lugar, convém não ver isto como um romance, com bons e maus. Há gente bem intencionada dos dois (ou mais) lados, há gente má e muito má dos dois (ou mais) lados. Dos dois lados, há também um espesso nevoeiro de propaganda, mais grosseira ou mais subtil, mas sempre muito eficiente. Há ódios velhos, motivados por crueldades que temos dificuldade em imaginar. Muitas vezes, a coisa mais sensata, quando não se pode saber o que se passou, é esperar para ver. Mas a História acontece, e como de costume o que acontece não é nada claro.



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13 de março de 2014

O Lápis Azul

Trailer do filme O Lápis Azul, de Rafael Antunes



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5 de março de 2014

Do bom selvagem...


A Guerra do Fogo, Jean-Jacques Annaud, 1981, Dailymotion

O bom selvagem não tinha uma vida fácil. Era naturalmente elegante, porque rapava fomeca de rabo.

A esperança de vida era curta. Sem Serviço Nacional de Saúde, qualquer lesão ou maleita era uma ameaça à sobrevivência. Lá para os 30 anos, se tivesse a sorte de lá chegar, estava feito um velho.



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3 de março de 2014

O que devemos aos escravos

A pessoa minimamente culta sabe sobre a escravatura que é largamente um horror do passado. Até aprendeu que o nosso país acabou com tal prática relativamente cedo entre os países europeus (mas não que a escravatura foi uma componente essencial dos glorificados Descobrimentos).

Hoje o arsenal de imagens de horror com que a escravatura nos dotou servem muitos fins polémicos mais ou menos fúteis, sempre que o exagero é o modo preferido. Mas a escravatura propriamente dita persistiu muito depois de ter sido oficialmente abolida e mantém ainda hoje muitos seres humanos sobre uma opressão extrema.



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23 de fevereiro de 2014

Sete alimentos que os peritos disseram que eram maus para nós, mas que acabaram por ser saudáveis

Traduzido de Alternet

No futuro, quando andarmos por aí na biosfera nas nossas mochilas a jacto, comendo pacotes alimentares nutricionalmente completos, não teremos que preocupar-nos em saber quais os alimentos que nos vão matar e quais nos farão viver para sempre

Até então, teremos que julgar quais os títulos dos artigos sobre alimentos que devemos levar a sério e quais os que devem ser tomados com um grão de sal marinho não refinado e rico em minerais. Alta gordura ou baixa gordura? Alta proteína ou vegan? Se não confiamos no que o nosso corpo nos diz, temos que nos lembrar que a ciência da alimentação está sempre a evoluir. Caso em apreço: os sete alimentos abaixo são antigos. Mas deixaram de ser considerados saudáveis (há muito tempo) para ser considerados nocivos (na última geração ou duas) e de novo saudáveis, mesmo essenciais.



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26 de janeiro de 2014

Bacalhau à Brás... da Marinha!

Sempre que a minha tertúlia gastronómica se reunia, era certo e sabido que os seus membros marinheiros, entre reminiscências sobre o rancho da porca e folclores afins, se punham a elogiar o bacalhau à Brás que se comia na Marinha de Guerra nacional. Que não tinha rival, que só uns poucos eleitos dominavam essa arte e que era o prato preferido de cada vez que um navio, no estrangeiro, tinha que fazer uma refeição de cerimónia para as forças vivas locais.


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6 de janeiro de 2014

Bichos interessantes descobertos em 2014

Todos os anos, pesquisadores e naturalistas amadores descobrem 15.000 espécies novas — em média — e aprendemos mais qualquer coisa sobre este planeta maravilhoso que é a nossa casa. Desde tubarões andantes a esquilos voadores gigantes, eis algumas das espécies mais curiosas descobertas em 2013.



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8 de dezembro de 2013

O fim do gene egoísta?


PZ Myers, Jerry Coyne e Richard Dawkins

Três dos meus biólogos e comunicadores preferidos encontram-se em polémica. Trata-se de PZ Myers, da Universidade de Minesotta Morris, com o blogue Pharyngula; Jerry Coyne, da Universidade de Chicago, com o blogue Why Evolution Is True; e o célebre Richard Dawkins, com, entre outros areópagos, a sua Richard Dawkins Foundation for Reason and Science. O que está em discussão é a possível morte, ou não, do conceito de gene egoísta.



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21 de julho de 2013

Manual do Amigo IV

Kate Donavan costumava blogar hospedada no blogue de Ashley Miller nos Freethought Blogs, mas recentemente ganhou a sua própria tribuna nesse portal, Gruntled and Hinged. A sua escrita incide principalmente sobre questões de doença mental, dos direitos e problemas das pessoas afligidas com elas e problemas éticos relacionados com estas questões. Sabe do que fala, sendo ela própria uma resistente de um caso grave de anorexia, em recuperação. Este Manual do Amigo que resolvi traduzir parece-me bastante útil a quem quer que seja que queira ajudar alguém com problemas mentais. Até com pequenas diferenças, serve também para quem quer ajudar alguém simplesmente doente.

Tal como no original dela, o Manual fica dividido em quatro posts:

Manual do Amigo I

Manual do Amigo II

Manual do Amigo III

(Os links do texto são os mesmos do original e referem-se a artigos em inglês)

Manual do Amigo IV

Esta parte provém de vocês – dos comentários brilhantes às partes I, II e II da série Manual do Amigo. Fizeram-me pensar em coisas novas, deram voz a coisas que andavam a pingar na minha mente e, no caso deste comentário de tolladay, fizeram-me chorar inesperadamente sobre o meu portátil.

Cá vão então, as contribuições dos meus co-comentadores.

15. Conselhos sem ser pedidos são horríveis

(De Ashley, ela própria)

Por favor, não me digam que espécie de remédios são bons/maus, que tipo de terapia é boa/má e como é que eu devo enfrentar as coisas A NÃO SER que eu peça conselho sobre isso. Se eu me queixar de depressão, dor de cabeça, uma reacção alérgica, um ataque de pânico ou stress pós-traumático, a resposta correcta não é 'Porque é que não estás a tomar o [MEDICAMENTO]?' ou 'Porque é que não te trataste disso ainda?', ou alguma das outras tentativas de ajudar que dão a entender que sabes mais da minha vida e condições do que eu”.

Mesmo que tenhas as melhores intenções possíveis, não faças isto. Consegue-se sempre parecer a pior mistura de antipático e intrometido. Se não te consegues conter com o teu Santo Graal médico, começa com: “Sou capaz de ter uma sugestão; Estás interessada?”.



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Manual do Amigo III

Kate Donavan costumava blogar hospedada no blogue de Ashley Miller nos Freethought Blogs, mas recentemente ganhou a sua própria tribuna nesse portal, Gruntled and Hinged. A sua escrita incide principalmente sobre questões de doença mental, dos direitos e problemas das pessoas afligidas com elas e problemas éticos relacionados com estas questões. Sabe do que fala, sendo ela própria uma resistente de um caso grave de anorexia, em recuperação. Este Manual do Amigo que resolvi traduzir parece-me bastante útil a quem quer que seja que queira ajudar alguém com problemas mentais. Até com pequenas diferenças, serve também para quem quer ajudar alguém simplesmente doente.

Tal como no original dela, o Manual fica dividido em quatro posts:

Manual do Amigo I

Manual do Amigo II

Manual do Amigo IV

(Os links do texto são os mesmos do original e referem-se a artigos em inglês)

Manual do Amigo III

10. Manias vs. Sintomas

Algumas pessoas têm manias. Só gostam de sandes abertas, assobiam quando andam de bicicleta, odeiam certos sabores ou sons. As idiossincrasias são apenas uma parte de se ser uma pessoa.

As manias, podes brincar com elas. Podes contar aos outros, porque são coisas que nos fazem... nós próprios, como ser ruivo ou roer as unhas. É uma das formas como as pessoas se ligam – as pequenas provocações e brincadeiras.

Nunca trates os sintomas ou pânicos da doença de alguém como manias. Não se tornam menos dolorosos quando são objecto de risota – e torna-se mais difícil falar sobre eles. Fingir o riso é mais fácil do que justificar os nossos próprios medos, no fim de contas.

Se não tens a certeza sobre o que é uma mania e sobre o que está vedado a ser revelado ou gozado, podes... simplesmente perguntar. Se ao perguntar ao teu amigo/a as tuas palavras vão feri-lo/a, então não estás a fazer bem essa coisa da amizade.



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