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Armário cheio de esqueletos

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"Vivemos num armário cheio de esqueletos" – artigo de Meduza , de 5/4/2022, por Maxim Trudolyubov, sobre como a incapacidade dos russos de condenar os crimes do passado os levou à guerra. Meduza é o principal órgão de informação independente da Rússia. Depois de fechado pela censura de Putin, publica-se agora na Letónia. Vorkutlag, Vorkuta, República de Komi, 1945. [Laski Diffusion / Getty Images]

A facada nas costas

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A maioria dos historiadores do período que, na Alemanha, trouxe ao poder os nazis, considera muito importante o sentimento entre os soldados e os nacionalistas, de que o país não tinha, na verdade, sido derrotado na I Guerra Mundial, e que a catástrofe alemã só tinha sido possível pela traição da frente doméstica. O glorioso exército alemão, à beira da vitória, teria sido apunhalado nas costas pelos social-democratas, pelos bolcheviques, pelos judeus, pela Maçonaria, pela “quinta coluna”.

Angola, 1975 a 1980: O Jogo de Póker das Grandes Potências

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William Blum A informação a que temos acesso é formatada pela assimetria das fontes, bem como pelos nossos próprios preconceitos. Por isso é importante, para conhecer uma realidade, ter acesso a outras fontes, outras narrativas. Nenhuma informação pode ser engolida sem crítica. A ideia que os portugueses têm da Guerra Colonial em Angola e da Guerra Civil que se seguiu é fortemente influenciada por grandes mitos: do ponto de vista dos saudosos do colonialismo, a traição dos dirigentes portugueses; do ponto de vista da esquerda, a santificação dos movimentos de libertação — ou a santificação de uns e a demonização de outros. Mais subtil ainda é a deformação nacionalista, em que preferimos insconscientemente as narrativas em que a nação (ou a parte da nação que mais amamos) fica melhor na fotografia.