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Em defesa da infidelidade conjugal

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Já me meti em problemas. Não há nada a fazer. Tenho sido um tipo simpático, escrevendo sobre coisas que, se não são consensuais, pertencem pelo menos ao domínio das ideias pensáveis pelas pessoas de bem. Mas eu sou escravo das minhas ideias. Penso, portanto meto-me em sarilhos. Vamos em frente, então, que se lixem os torpedos! Este texto tem a ver com uma conversa com uma querida amiga minha. Fofoquices, estão a ver? Quem se está a divorciar, quem anda à procura de uma nova relação, coisas dessas. Eu defendi que os casamentos hoje, com as exigências que as pessoas lhes fazem, nomeadamente o sexo constante e bom, não podem durar muito. Ela contrapunha com a felicidade das crianças.

Quem sou

Sou um português de 55 anos, bidivorciado e bom rapaz. Sou avô de um trio de netos. Não sou o tipo mais sociável do mundo, mas adoro conversar sobre os mais abstrusos assuntos. Isso pode ser bom ou mau, depende. Para uns posso ser interessante, para outros um grande chato. Penso que não sou mau tipo de todo, embora as minhas ex possam ter uma opinião diferente.