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Portugal trabalha

“Os portugueses, em média, passam quase nove horas por dia a trabalhar. Portugal é o país europeu onde se trabalha mais horas, com e sem vencimento, por dia. Em média, os portugueses trabalham no total cerca de 8 horas e 47 minutos todos os dias, ocupando o terceiro lugar no ‘ranking' dos países da OCDE. Para além disso, ainda a nível europeu, os portugueses são os que mais horas diárias trabalham sem vencimento, com cerca de 3 horas e 53 minutos. Um volume de trabalho que representa 53% do PIB nacional e que nos classifica em quarto lugar da tabela da OCDE.

O chicote, a cenoura e a palmada nas costas

Há uma semanas o meu sobrinho Rui Cabanita publicou um vídeo da RSA (Royal Society for the Arts, a irmã menos conhecida da Royal Society) sobre motivação. Entre outras coisas muito interessantes, explicava-se que numa tarefa que não incluísse criatividade, a produtividade podia ser aumentada com incentivos quantitativos, vulgo prémios. Porém, uma actividade criativa não pode ser motivada por prémios. Essa conclusão perfeitamente contra-intuitiva e contrária a toda a tradição de gestão de recursos humanos vem espaldada em abundantes números e estudos de caso.

Aprender é fixe

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Estive com um casal de amigos meus, o Vasco e a Teresa, preocupados com o rendimento escolar do seu filho no segundo ciclo. Um moço simpático, o Gonçalo, sem qualquer problema aparente, mas subitamente baixou as notas de forma drástica. Na altura não me ocorreu nada de inteligente para dizer, mas mais tarde pensei no assunto e resolvi escrever, publicando aqui no meu blogue para que possa ser visto por mais pessoas e criticado.

A medalha

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Sábado passado, fui pela primeira vez ao Charneca da Caparica Futebol Clube, vulgo os Canários. Festejava 22 anos e o meu colega Luís Rodrigues tinha insistido para que eu fosse. Garotos a jogar futebol, algumas pessoas conhecidas, o presidente da Junta, gente da Câmara, discursos, e pimba: pespegam-me uma medalha! Ia caindo da cadeira… Da primeira vez que vou à colectividade, sou logo medalhado. E esta?

Para o Joomla!, rapidamente e em força!

Já sabia do Joomla! , desde o tempo em que se chamava Mambo. Sabia que era um Content Management System (Sistema de Gestão de Conteúdos, CMS), mas nunca me interessei o suficiente. Porém, nos últimos tempos a Web 2.0 tem andado a pressionar-me. As páginas Web pedem cada vez mais conteúdos ricos e a minha forma de trabalhar está cada vez mais desadequada, com a mania de escrever quase todo o texto e código à mão, num editor de código. Cada página requer tempos infindos para codificar e para matar a bicharada. Manter o menu e os links de um site complexo é uma dor de cabeça. Ao mesmo tempo, escrever no meu blog mostra-se muito mais divertido, com acessórios complexos como os comentários, os RSS ou as galerias de imagens disponíveis sem esforço, quando, se os tivesse que escrever, teria que ir tirar um curso aprofundado de PHP e de Javascript. Foi então que... ...na zona Del.icio.us da minha página personalizada do Google aparece uma entrada a dizer "I'm sorry but Dream...

Trabalho

Arbeit macht frei , estava escrito à porta de Auschwitz. O trabalho liberta. Os coitados que lá entravam, quando não podiam trabalhar, eram libertados deste vale de lágrimas. Uma coisa parecida, em russo, estava escrita à porta do campo de concentração de Verkhouta, o maior dos gulags * . Eu, que não nasci rico, ainda por cima com grandes dificuldades de aprendizagem ** nos saberes relacionados com a aquisição de fortuna pessoal, fui condenado a trabalhar. O trabalho libertou-me (mas por pouco) de passar fome. Estou convencido que o esforço enorme que o Departamento de Defesa americano está a fazer no domínio da inteligência artificial para a criação de máquinas de matar "inteligentes" (por exemplo, aqueles aviões não pilotados que sobrevoam o Iraque, o Paquistão e o Afeganistão e de vez em quando matam uma família de nómadas pensando que era o Bin Laden) um dia destes vai dar fruto na iniciativa privada, com a criação de robots versáteis e polifuncionais, mais económicos...

Formação 3

Conclusão de Formação 2 Fim dos milagres As soluções mistas e de baixo custo como as que desenvolvi, com todos os seus problemas de fiabilidade e de improviso, vieram a mostrar uma outra vantagem decisiva, depois de 1992, em situação de crise económica, com a retracção do investimento publicitário: a firma onde trabalhava pôde adaptar-se à proliferação do desktop publishing caseiro e aceitar sem problemas os documentos que as empresas produziam nos seus escritórios ou os particulares em casa, com versões piratas do CorelDraw ou do PageMaker, ou mesmo no Word, no Excel ou pior que tudo, em PowerPoint. Outro chapéu na minha cabeça: especialista em desencravar trabalhos caseiros! Durante todos estes anos, a minha besta de carga em design gráfico tem sido o Corel Draw!, em todas as suas versões da 1 à 13 corrente. Posso condiderar-me um perito em CorelDraw! Mas mexo em virtualmente todos os programas de desktop publishing e de escritório. Em que programa mais odeio mexer? No FreeHan...

Formação 2

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Continuação de Formação 1 Termina em Formação 3 Criativo de publicidade, criativo de empresas Larguei Arquitectura, portanto. Tinha que sustentar a família e comecei a fazer trabalhos de publicidade. Cheguei a ter um período louco com um emprego de revisor de imprensa no Dafundo das 7:30 às 13:30 mais outro de professor de Educação Visual na Azambuja à tarde e publicitário em Odivelas à noite, morando na Parede e sem ter ainda carro. Nunca fiz qualquer esforço para me dedicar às artes gráficas, pode-se dizer antes que elas vieram ter comigo em várias ocasiões. Na actividade estudantil, estive sempre ligado a tarefas editoriais, umas clandestinas, outras semi. Uma das minhas tarefas políticas, antes do 25 de Abril, foi trabalhar numa tipografia clandestina (não era nada de especial, era apenas uma máquina de escrever e um policopiador num apartamento alugado em Paço de Arcos, mas ter-me-ia dado uns anitos de prisão se fosse descoberto). A minha actividade política pós-25 de Abril teve...

Formação 1

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Continua em Formação 2 Talvez escreva um dia um texto sobre a minha formação (ou falta dela). Ou sobre a deformação da formação profissional, ou mesmo sobre a formação da deformação profissional. Ou ainda sobre a inefável relação entre formação e educação, entre educação e cultura, entre cultura e sabedoria. Ou então sobre a relação entre curiosidade e imaginação, formação e formatação permanente. Mais: talvez me atreva a escrever sobre a relação entre formação da imaginação e resistência à formatação! Mas para já, falemos dos dados essenciais da minha formação. Formalmente, em termos de canudo, tenho apenas o terceiro ano incompleto de Arquitectura, que nunca exerci. O Instituto de Emprego e Formação Profissional anda a falar em fornecer às pessoas canudos correspondentes à formação adquirida por experiência, ao longo da sua vida profissional. Aí, acho que arranjava um grande canudo... Estudei Arquitectura, mas... Devido à minha idade, ainda fui vítima do sistema escolar salazarista...