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Doms e Subs

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Recentemente dediquei-me ao estudo de alguns aspetos da sexualidade humana que não me tinham interessado antes, sobretudo porque não eram aqueles para onde pendem as minhas inclinações naturais. Refiro-me ao sadomasoquismo e ao domínio/submissão, aquele universo de práticas comumente conhecido por BDSM (bondage ou aprisionamento, domínio e sadomasoquismo).

Em defesa da infidelidade conjugal

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Já me meti em problemas. Não há nada a fazer. Tenho sido um tipo simpático, escrevendo sobre coisas que, se não são consensuais, pertencem pelo menos ao domínio das ideias pensáveis pelas pessoas de bem. Mas eu sou escravo das minhas ideias. Penso, portanto meto-me em sarilhos. Vamos em frente, então, que se lixem os torpedos! Este texto tem a ver com uma conversa com uma querida amiga minha. Fofoquices, estão a ver? Quem se está a divorciar, quem anda à procura de uma nova relação, coisas dessas. Eu defendi que os casamentos hoje, com as exigências que as pessoas lhes fazem, nomeadamente o sexo constante e bom, não podem durar muito. Ela contrapunha com a felicidade das crianças.

Amigas (ou o homem que gosta de mulheres)

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Ah, eu devia ter vivido outra vida! Devia ter tido sempre um monte de amigas. É verdade, posso viver sem mulher, mas sem amigas não. Casar com elas é que não dá resultado. É diferente. Nunca consegues ter com a tua mulher o entendimento profundo que tens com uma amiga. Eu casei-me três vezes e tenho de confessar que fui feliz. Por diferentes razões e em diferentes contextos, fui feliz. Também sofri muito, por diferentes razões e em diferentes contextos, mas isso faz parte. Se não conheceres a fome, em qualquer ponto da tua vida, nunca conhecerás o prazer de comer. Se nunca estiveste só, nunca desfrutarás o prazer de ter companhia. Sem privação, nunca terás o verdadeiro prazer do sexo. Sem saudades, nunca sentirás o prazer de encontrar quem amas. Nunca pode haver felicidade eterna, porque a felicidade não faz sentido sem a infelicidade.

Casamento de quem?

Estamos em 2010. Já devíamos ter gente a viver na Lua. O cancro e a SIDA já deviam ter cura. Não devíamos estar a assassinar o único planeta que temos. Em vez disso, neste nosso cantinho provinciano, discutimos com quem as pessoas devem casar. Agudas vozes se ouvem no rebanho, desaprovando o comportamento de outras reses que, se não põem o conjunto em perigo, complicam a paz de espírito. Para mim, isto de o casamento ser uma lei, para começar é uma perversão. O estado não devia ter nada a haver com quem eu durmo. Acho intolerável o estado estar a autorizar-me ou a proibir-me de dormir ou coabitar seja com quem for. Quando digo isto, olham-me com estranheza. O problema é que estamos habituados a essa ingerência.