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One man show perturbado por um Zé-Ninguém

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20º Congresso do PC Chinês Au Loong-yu * — 22/10/2022 Traduzido do artigo Chinese Communist Party’s 20th Congress: One‑man show disrupted by a nobody . de Europe Solidaire sans Frontières Au Loong-yu discute a conclusão do 20º Congresso do PCC e o cimentar da autoridade do Presidente Xi Jinping com o seu terceiro mandato como líder. O que foi dramático foi que, a meio do último dia do congresso, Hu Jintao, o antigo presidente do país, foi visto a ser conduzido sem o querer para a saída do salão, deixando para trás muitos puzzles. A BBC relata: As duas razões mais prováveis para a sua partida são que, ou fazia parte da política de poder da China a plena exibição de um líder que representava uma época anterior a ser simbolicamente afastado, ou Hu Jintao tem graves problemas de saúde... No entanto, se ele foi afastado no final devido a problemas de saúde, porque é que isto aconteceu tão subitamente? Porquê em frente das câmaras? Foi uma emergência?

Roma vs. China: O que fez a diferença?

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Traduzi este curioso artigo de Richard Carrier de 30 de novembro de 2021, sobre a questão: porque houve uma revolução científica e industrial no Ocidente e não na China? Carrier tem escrito uma série de artigos no seu blogue , bem como alguns livros, sobre como a ciência estava muito desenvolvida no Império Romano e foi vítima da sua rápida decadência no século III, ou seja, bem antes da queda propriamente dita, e como a profunda decadência que se seguiu só foi recuperada na aproximação do Renascimento. Pergunta-se frequentemente, porque é que a Revolução Científica ocorreu apenas na Europa e não na China? Refiro-me aqui, como explico no meu livro The Scientist in the Early Roman Empire à normalização de métodos científicos eficazes em toda a sociedade (pelo menos alfabetizada). Como documento lá, o Império Romano no seu auge estava à beira de lá chegar (de certa forma, a China nunca chegou), ficando aquém apenas em dois passos que só foram completamente realizados no decurso do sé...

As nossas almas estão mortas

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Como sobrevivi a um acampamento de 'reeducação' chinês para uigures Após 10 anos a viver em França, voltei à China para assinar alguns papéis e fui presa. Nos dois anos seguintes, fui sistematicamente desumanizada, humilhada e sofri lavagem cerebral por Gulbahar Haitiwaji com Rozenn Morgat, The Guardian, 12/1/2021 O homem ao telefone disse que trabalhava para a petrolífera, “Na verdade, na contabilidade”. A sua voz não era familiar para mim. No início, não consegui entender porque ele estava a ligar. Era novembro de 2016 e eu estava de licença sem vencimento da empresa, desde que saí da China e me mudei para França, há 10 anos antes. Havia estática na linha; tive dificuldade em ouvi-lo. “Você tem que voltar a Karamay para assinar os documentos relativos à sua reforma, Madame Haitiwaji” , disse ele. Karamay era a cidade na província de Xinjiang, no oeste da China, onde trabalhei para a empresa de petróleo por mais de 20 anos. “Nesse caso, gostaria de conceder uma procuraç...

China: desinformação sobre os uigures

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Quinta-feira, 17 de setembro de 2020, por Vanessa Frangville Tradução de um artigo publicado no Europe Solidaire sans Frontières e no Le Monde em 17/9/2020 Vanessa Frangville é professora de estudos chineses e diretora do centro de pesquisa EASt da Universidade Livre de Bruxelas Questionado sobre a questão uigur durante a sua visita relâmpago à Europa, no final de agosto, o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi, iludiu a questão sob uma enxurrada de estatísticas enigmáticas. Pequim persiste na desinformação sobre o assunto, desde que a ONU divulgou um relatório contundente, em agosto de 2018, sobre a situação na região de Xinjiang, nas fronteiras da China e da Ásia Central. Há mais de dois anos já, portanto, que as evidências se acumulam, que os depoimentos circulam e que as análises se sucedem.

Os chineses comem realmente morcegos?

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Guia para principiantes sobre a sobrevivência à praga, parte 5 — Osten Cramer O verdadeiro comércio de animais silvestres não é o que se pensa e podemos fazer parte dele sem perceber. Tradução da opinião do antropólogo Osten Cramer, que tem estudado o comércio de animais selvagens na China e arredores, no seu mural do Facebook. Olá, gente. Ainda estou a recuperar, mas acontece que tenho que ir com calma. Esperava fazer um post por dia, mas ainda parece um pouco fora do meu alcance. Mas a dinâmica social dessa pandemia ainda é fascinante, ainda estou em quarentena e ainda estou a pensar em como os antropólogos podem contribuir para entender a pandemia e, já que a minha pesquisa é sobre o comércio da vida selvagem, muitos me têm me pedindo para criar este post . Aqui vamos nós! É hora de falar sobre o comércio real de vida selvagem na Ásia e alhures. Não se trata exatamente da doença, mas de muitos dos preconceitos que as pessoas têm sobre a origem do vírus.

EUA: chumbo por incompetência

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No site Foreign Policy , dedicado a política externa do ponto de vista dos EUA, apareceu este artigo, The Death of American Competence , a declarar que um dos fatores decisivos de decadência desse país é o seu falhanço espetacular ao nível da competência. Não contesto a afirmação do autor, mas discuto as consequências disso para o resto do mundo. Estará a China pronta para agarrar o testemunho? O artigo é interessante. Não tenho quaisquer dúvidas de que os EUA se afundaram definitivamente na ambição da supremacia mundial. Foi durante as crises, ao saber responder a elas, que subiram ao topo, é na crise e na forma como respondem que se afundam. Nada a fazer, o mundo é um juiz implacável. Desse ponto de vista, a China sem dúvida ocupou agora o seu lugar de potência mundial, precisamente ao saber responder, de forma minimamente competente, ao problema. Mas a China tem uma quantidade de problemas terríveis a resolver até poder assumir plenamente esse papel. O seu sistema político é um ana...

Nada de quarentenas com a família

Rachel Maddow, famosa repórter da cadeia norte-americana MSNBC, entrevista o jornalista de ciência e saúde Donald McNeal, do New York Times , a propósito do testemunho dos cuidados com o Covid-19 na China. A entrevista mostra uma medicina anti-epidemiológica bem mais avançada, creio eu, que a praticada na Europa e nos EUA. Provavelmente pagaremos bem caro a diferença. O homem é um bocado difícil de entender. Por isso, resolvi transcrever e traduzir toda a entrevista, a título de serviço público. Veja a transcrição a seguir ao vídeo.