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A nova/antiga teoria da educação inuit

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Achei este artigo tão interessante que decidi traduzi-lo. Sempre me interessaram os problemas da educação, em particular das primeiras idades. Mas aqui estamos na intersecção da educação e da antropologia. Se as ideias aqui expostas têm, sem dúvida, interesse prático e imediato para quem educa, iluminam uma outra questão intrigante: Será que as modernas teorias de educação — anti-autoritárias, solidárias, inclusivas, respeitadoras da individualidade e agência própria da criança e desenvolvidas no século XX por Piaget, Montessori, Freinet, Gardner, Steiner e outros — são ideias totalmente novas, saídas de mentes de todo originais, ou será que se trata do repor, pelo menos em parte, de práticas muito antigas, vindas de um tempo em que o autoritarismo, a patriarquia e a opressão classista ainda não tinham subvertido em grande parte as relações entre as pessoas? Decerto, a segunda hipótese é para onde aponta este artigo. Leiam e pensem, por favor. Tradução do artigo How In...

Eu ganho mais dinheiro que ele!

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Libby Anne é uma bloguista americana que conta, no seu blogue Love, Joy, Feminism , uma experiência pessoal extraordinária. Foi criada nas profundezas das seitas mais radicalmente fundamentalistas, em que os homens detêm autoridade absoluta sobre as mulheres, estas devem ficar em casa e ter o maior número de filhos possível, os quais devem ser educados em casa, à espera da segunda vinda de Cristo — mas rompeu com todas essas ideias e hoje é ateia e feminista. O seu blogue procura ajudar as pessoas que fogem desses cultos estranhos e opressivos. Resolvi traduzir este artigo, pela sua clareza e atualidade, mesmo no nosso contexto. Link do texto original: “I Make More Money Than He Does” O blogue de Libby Anne faz parte da divisão ateia do portal Patheos , um local vocacionado para o debate de assuntos filosófico-religiosos.

Paroxismo histérico

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Estreou nos EUA (não sei quando será visto cá) o filme Hysteria , uma comédia romântica passada na Inglaterra vitoriana, sobre a invenção do... vibrador! Greta Christina gostou do filme mas não ficou demasiado entusiasmada . O que é curioso é que a história, para além de além das liberdades narrativas tomadas pelo filme, é incrível e verdadeira.

Fecha-se isto? Ou abre-se?

O texto de Clara Ferreira Alves que a Isabel Maria da Palma publicou no seu blogue é mais um dos milhares de textos deste género, escalpelizando a desgraça nacional, desde... desde quando? Contamos os estrangeirados ? Contamos o Eça? Contamos o Pessoa? Exprimem a desilusão com o nosso atraso, exprimem o nosso complexo de inferioridade. Nada mais. Critiquei o texto por isso, por clamar por visão política ser a ter, Fui criticado, desafiado a apresentar a minha visão política. Andei a pensar no assunto uns dias.

Saudades da violência

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Por volta de 1985 (sei disso porque confirmei a data), fui ver Era Uma Vez na América , de Sergio Leone. Filme premiado de um grande realizador, grande produção, uma história sobre factos reais, a ascensão de um gang em Nova Iorque no princípio do século XX. Gostei do filme, mas certas cenas incomodaram-me. Não que eu seja supersensível, mas suspeitei que o aspecto chocante das cenas de sangue e assassínio tenha sido deliberadamente realçado para falar aos instintos sanguinários do público.

O raio

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Volta e meia leio, além dos artigos do Portal Ateu , os longos threads de comentários. Aquilo é um campo de batalha feroz. O Portal Ateu rompeu consensos não escritos que vigoraram durante muito tempo na nossa Parvónia. O principal desses consensos pode ser enunciado desta forma: o crente pode afirmar bem alto a sua fé, emitir opiniões intrusivas e intolerantes sobre a vida e valores de toda a gente; o descrente deve essencialmente manter-se calado, porque as suas opiniões, só por serem expressas, perturbam e ofendem os crentes.

Aprender é fixe

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Estive com um casal de amigos meus, o Vasco e a Teresa, preocupados com o rendimento escolar do seu filho no segundo ciclo. Um moço simpático, o Gonçalo, sem qualquer problema aparente, mas subitamente baixou as notas de forma drástica. Na altura não me ocorreu nada de inteligente para dizer, mas mais tarde pensei no assunto e resolvi escrever, publicando aqui no meu blogue para que possa ser visto por mais pessoas e criticado.