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Brutal! – Inflação semântica e luta pela atenção na linguagem urbana

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Prometi que ia meter-me neste assunto e, para me preparar, revisitei o site de São Noam Chomsky , não vá eu dizer grossa asneira num terreno onde não tenho preparação. Mas Chomsky já não se interessa por linguística, apenas por activismo político. Será muito importante a seguir, quando eu for morder nas canelas do projecto imperial americano. Depois de dar umas voltas pela Wikipédia, convenci-me que, se não me meter nos aspectos técnicos da linguística, provavelmente não serei queimado em nenhuma fogueira. Adiante, então.

Alguns aitemes para discutir

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Não sou nacionalista, mas gosto das nossas coisas. Uma das coisas que temos e eu gosto é a língua. Na verdade fui programado para gostar dela, tal qual fui programado para gostar da minha mãe e do meu pai. Nunca tive escolha... Portanto nasci dentro do português, cresci lá dentro e penso em português. Nada de especial, milhões de pessoas fazem isso! Gostar de ser o que se é e de amar o que se foi programado para amar, a isso os psicólogos chamam estar integrado. Eu estou. Lucidamente, sei que o português é uma língua como muitas outras. Mas é a minha! Também não sou purista em relação à língua. A língua é um código vivo, sempre criado e recriado por todos os que a usam para falar, pensar e escrever. Novas ideias expressas por palavras vindas de outras línguas? Venham elas! Esperar que um linguista encartado aprove novas palavras e as autorize a circular? Ridículo! Liberta da prisão académica dos literatos oitocentistas, a língua evolui de novo com rapidez, propulsionada pela or...