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Deuses que morrem e ressuscitam: É pagão, pessoal. Superem isso.

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Tradução em português de Dying-and-Rising Gods: It’s Pagan, Guys. Get Over It. no seu site richardcarrier.info 29 de março de 2018 A Páscoa deste ano calha, apropriadamente, no Dia das Mentiras. Porque, de facto, a ressurreição de Jesus é semelhante à maior partida da história. Não porque alguém a tenha realmente falsificado (embora as provas que nos restam sejam totalmente consistentes com a hipótese de que sim: veja-se o capítulo de Robert Price “Explaining the Resurrection without Recourse to Miracles” (Explicar a Ressurreição sem Recorrer a Milagres) em The End of Christianity ( O Fim do Cristianismo ), um livro que recomendo vivamente por todo o seu excelente conteúdo). Mas antes porque as histórias sobre o sucedido — escritas uma geração inteira depois do início da crença, numa terra e numa língua estrangeiras, depois de todas as testemunhas reais já estarem aparentemente mortas e longe do local onde viveram — nos enganaram. Histórias falsas que os cristãos modernos ainda ...

Quando a profecia falha

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Leo Festinger (1919-1989) foi um professor universitário de Psicologia e Sociologia dos EUA que criou o conceito fundamental de dissonância cognitiva , que é: “A perceção de informação contraditória e a sua contabilização mental. Os elementos de informação relevantes incluem as ações, os sentimentos, as ideias, as crenças e os valores de uma pessoa, bem como os elementos do ambiente. A dissonância cognitiva é tipicamente sentida como stress psicológico quando as pessoas participam numa ação que vai contra uma ou mais dessas coisas. De acordo com esta teoria, quando duas ações ou ideias não são psicologicamente coerentes entre si, as pessoas fazem tudo o que está ao seu alcance para as alterar até que se tornem coerentes. O desconforto é desencadeado pelo choque entre a crença da pessoa e a nova informação percebida, pelo que o indivíduo tenta encontrar uma forma de resolver a contradição para reduzir o seu desconforto.” (Wikipédia). Os seus ajudantes infiltraram uma seita apocalí...

História do Céu e do Inferno

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Por Bart D. Ehrman Os antigos Hebreus não acreditavam na vida depois da morte. Morria-se e pronto. Nada a fazer. Mas, por volta do século II AEC, inquietos sobre a injustiça da morte ser igual para todos, independentemente de serem justos ou maus, inventaram, no Livro de Daniel, a ideia do Apocalipse. O mundo era dominado por forças maléficas e por isso dominava a injustiça, Mas Deus viria em breve resolver a questão. Derrotaria as forças do mal, ressuscitaria os mortos e recompensaria os bons com o paraíso na Terra e castigaria os maus com a morte. Mas não se trata de almas, o paraíso seria na terra e as pessoas viveriam nos seus corpos, agora imortais. As ideias de Jesus são as mesmas: apocalipse, julgamento final, ressurreição dos mortos e reino de Deus na Terra. Os gregos do tempo de Homero também não acreditavam na vida além da morte. Acreditavam no Hades, mas os habitantes do Hades eram sombras sem vida. Com Platão é que começou a ideia de que a alma era distinta do corpo e i...

Céu e Inferno: uma história da vida depois da morte

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Sempre me intrigaram duas noções que coexistem no pensamento cristão, ambas absurdas, mas totalmente incompatíveis, sobre a vida depois da morte. Primeiro, a profecia de que os mortos hão-de ressuscitar na sua carne física, no dia do Juízo Final, em cenas que os filmes de terror têm ilustrado inúmeras vezes: os cadáveres a surgir das sepulturas nos cemitérios, a carne e os ossos a recomporem-se, de preferência com música sinistra a acompanhar. Essa cena de filme está ancorada em sólida teologia, é declamada mesmo no Credo, a oração aprovada no Concílio de Niceia, em 325, como declaração de princípios comum: “Creio na Ressurreição dos mortos…” Depois, a noção de que existe uma alma, entidade espiritual e imortal, cuja vida, depois da morte do corpo físico, será recompensada ou punida eternamente por Deus. Tal alma não precisaria de esperar pelo Juízo Final nem dependeria do corpo, comparecendo imediatamente ao julgamento divino e encetando logo o seu estágio eterno de bem-aventurança ...

A sua única desculpa é que não existe

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David Madison, na publicação Christianity, Ten Knockout Punches: Number 1, The easy acceptance of the very terrible (Cristianismo, dez golpes decisivos: Número um, a aceitação fácil do mais terrível) , no blogue Debunking Christianity , discute a irreconciliável contradição entre a suposta bondade de Deus e a crueldade do mundo. Referindo a Peste Negra na Europa, cita o livro da historiadora Barbara W. Tuchman "A Distant Mirror: The Calamitous 14th Century" : “Em outubro de 1347 ... navios mercantes genoveses chegaram ao porto de Messina, na Sicília, com homens mortos e moribundos nos remos ... Os marinheiros doentes mostravam estranhos inchaços negros do tamanho de um ovo ou de uma maçã nas axilas e virilhas. Os inchaços escorriam sangue e pus e foram seguidos pela disseminação de furúnculos e manchas pretas na pele, devido às hemorragias internas. Os doentes sofriam fortes dores e morriam rapidamente, cinco dias após os primeiros sintomas ... tudo o que saía do corpo — res...

O sucesso do cristianismo

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É legítimo duvidar de muitos dos benefícios que o cristianismo teria trazido ao mundo. Reclama, por exemplo, ter proclamado uma moral mais humana, mais solidária. No entanto, nenhuma melhoria se viu, por quase dois mil anos, nem no comportamento do povo em geral, até quando quase todos eram fiéis, nem nas ações dos seus notáveis. Os papas, cardeais e bispos foram, na sua esmagadora maioria, opressores tão cruéis, corruptos e venais como os reis e nobres. Do lado dos protestantes, não se encontra grande melhoria. Martinho Lutero era um antissemita e misógino violento, advogava a forca para castigar os camponeses alemães que se revoltavam contra a miséria. Os seus seguidores imitavam os inimigos católicos na sanha de queimar bruxas.

O sexo dos anjos

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Todos já ouvimos a pergunta que teria ocupado os cidadãos de Constantinopla enquanto os turcos ameaçavam a cidade: "Quantos anjos podem dançar na cabeça de um alfinete?" A resposta esperta dos cristãos é "todos".

Jesus não pode ser o único Filho de Deus

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Mesmo que provavelmente nunca encontremos * os nossos congéneres, devido ao tamanho descomunal do espaço-tempo e à brevidade das nossas vidas, essas culturas decerto existem, existiram e hão-de existir. Não precisam todos esses seres de ser salvos?

Cronologia do miticismo sobre Jesus

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Um assunto que me interessa bastante é a questão de saber se Jesus foi uma figura histórica ou um mito. Do ponto de vista filosófico, não me faz qualquer diferença que Jesus seja um mito fantástico construído sobre a memória de algum humilde pregador e curandeiro da Palestina, ou que esse mito seja preexistente e se lhe tenha criado a lenda de uma pessoa real. Está fora de questão é que tenha sido o deus em que os cristãos acreditam, ou mesmo o profeta da versão islâmica. Mas, tendo em conta a minha história pessoal, doutrinado em criança nos dogmas do cristianismo, o assunto fascina-me porque quero saber até onde foi a minha alienação e a vastidão das ilusões que partilhei. O miticismo sobre a figura de Jesus não é assunto novo nem moda moderna da Internet. Há séculos que estudiosos, sempre minoritários, das escrituras cristãs têm  aderido a esta explicação, mesmo por vezes à custa de perda dos...

Entrevista a David Fitzgerald

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Na edição em português de Nailed: Dez Mitos Cristãos que Mostram que Jesus Nunca Sequer Existiu David Fitzgerald é um autor irlandês-americano, um investigador histórico e um ativista ateu de São Francisco, Califórnia. Foi diretor e co-fundador do primeiro Festival de Cinema Ateu do mundo e Evolutionpalooza! , a celebração mais antiga do Dia de Darwin de São Francisco. Escreveu vários livros de esclarecimento e entretenimento sobre a religião a partir de uma perspetiva ateia, incluindo a série The Complete Heretic's Guide to Western Religion e Nailed , o seu exame da evidência histórica para Cristo - que acaba de ser lançado em português. Em primeiro lugar, parabéns pela nova tradução portuguesa do seu livro Nailed: Dez Mitos Cristãos que Mostram que Jesus Nunca Sequer Existiu . É uma boa notícia para os muitos leitores da língua portuguesa. Tenho a certeza de que a ideia de que Jesus da Galileia não foi um personagem histórico, mas um mito religioso surpreenderá a maior parte do...

Jésus, le dieu fait homme, de Pierre-Louis Couchoud

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A criação do Cristo – Um esboço dos começos do Cristianismo , de Pierre-Louis Couchoud, de 1937, é um clássico entre os miticistas, ou seja os que defendem que Jesus não foi um personagem histórico, mas uma divindade para a qual foi criada uma história entre os homens. A sua tradução inglesa foi finalmente disponibilizada por Frank Zindler, diretor do American Atheist Magazine e posta online, Volume 1 (PDF, 1,2 Mb, 229 págs.) e Volume 2 (PDF, 1,7  Mb, 241 págs., por René Salm, no seu blogue Mythicist Papers , e também em versão comentada por por Neil Goffrey, no blogue Vridar . Eu preferia ler a edição original francesa, mas já estou muito contente por poder ler este livro. Dado tratar-se de uma obra de 1937, é possível que alguns aspetos estejam desatualizados face à pesquisa contemporânea. Depois de ler o livro, vou sem dúvida consultar os comentários de Neil Geoffrey, pois este blogger australiano é uma das melhores fontes eruditas e cientificamente honestas neste...

O verdadeiro Jesus que se levante, por favor...

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Não tenho quaisquer problemas com o facto de Jesus ter tido existência histórica ou não. Os meus problemas com Jesus foram resolvidos aos 15-16 anos, quando me tornei ateu. O chamado Jesus da fé, o filho de uma virgem e de Deus que fez milagres, foi crucificado e ressuscitou – não é de todo real. É uma fantasia religiosa. As únicas hipóteses viáveis, face à inexistência de vestígios históricos, são 1) Jesus ter sido um curandeiro ou profeta quase completamente desconhecido sobre o qual se construiu todo este fantástico edifício mítico que é o cristianismo; ou então 2) trata-se de um personagem divino tão imaginário como outro deus qualquer, ao qual se inventou, a dado momento, uma vinda à terra salvadora. Mas o puzzle de investigação histórica sobre Jesus é um caso que há anos me interessa muito. Investigadores históricos têm vindo a morder nas sacrossantas escrituras (não confundir com os adeptos de teorias loucas, que também os há), uma dentadinha de cada vez, desde há séculos. Iss...

9 coisas que você pensa que sabe sobre Jesus mas são mentira

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Jesus, caso tenha existido, não terá sido um hippie de cabelos compridos e olhos azuis. Seria mais parecido com estes palestinianos atuais de Jenin. Foto Damon Lynch, Salamfolio Caso tenha havido um famoso pregador milagreiro chamado Joshua (Jesus) na Palestina do século primeiro (e na verdade muitos põem em dúvida a sua existência), sabemos praticamente nada sobre a sua vida, e muito do que pensamos que sabemos está errado.