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Ou trabalhas ou morres à fome

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Há séculos que os empresários temem a escassez de trabalhadores A chamada crise de pessoal remonta à era colonial. Embora relativo às condições dos EUA, este artigo do Intercept esclarece muito bem alguma da propaganda nostil que nos é servida constantemente como informação económica. Trabalhadores recentemente “libertados” numa plantação de açúcar nas Índias Ocidentais em 1849. O seu trabalho é vigiado por um supervisor branco com um chicote. Imagem: Arquivo Hulton / Imagens Getty

América Latina: a pandemia soma-se a outras crises

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Quarta-feira, 8 de abril de 2020 — Tradução de uma entrevista de Vittorio de Filippis a Pierre Salama no site Europe Solidaire sans Frontières . Para o economista e pesquisador do Centre National de Recherches Scientifiques (CNRS) Pierre Salama, a epidemia do novo coronavírus vai enfraquecer economias já vulneráveis ​​devido às novas formas adotadas pela globalização, a saber, o rompimento internacional da cadeia de valor da produção. Acredita que a pandemia, além dos seus efeitos na saúde e na vulnerabilidade dos mais fracos, multiplicará as muitas crises que já afetavam a maioria dos países do continente.

Desenvolvimento em África: “Precisamos de rever toda a terminologia”

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Elwine Sarr é professor de Economia na Universidade Gaston Berger em Saint-Louis, Senegal. O seu pensamento orienta-se para uma posição pós-pós-colonial. O artigo original está publicado em inglês no blogue iD4D da Agência Francesa para o Desenvolvimento . A África possui a chave para um futuro que ainda está para ser inventado? Em 2016, o economista e escritor senegalês Felwine Sarr escreveu o ensaio Afrotopia (publicado por Jimsaan / Philippe Rey), que rompe com a escola de pensamento "pós-colonial". Defende uma nova abordagem para o que não seria necessariamente chamado "desenvolvimento", mas sim "bem-estar" ou "viver bem".

Cuidado com as boas notícias...

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Os preços dos combustíveis estão a descer, o que, aparentemente, é uma boa notícia. Até há esperanças de que isso ajude a tal famosa recuperação económica, mais esperada que a segunda vinda de Cristo. O nosso inadjetivável primeiro-ministro Pedro Passos Coelho até veio há um par de dias à TV inspirar-nos confiança. Que o pior já tinha passado , que íamos poder aliviar um bocadinho os sacrifícios, na perspetiva, não de uns amanhãs soalheiros, mas talvez de um pouquinho só de nevoeiro matinal, sem chegar a bater o dente. Corações ao alto era, então, a mensagem. Como não podia deixar de ser, oiço hoje na rádio uma notícia que fez desmoronar toda esta fantasia: o país está em recessão. Outra vez. Não há fim para o pesadelo. E à noite encontro este artigo da Bloomberg, Os alarmes de recessão estão a soar ensurdecedores que dá conta que o perigo de recessão não é nacional, caseiro, é global. Diz o articulista que toda a gente tem estado a olhar para os preços do petróleo como uma iniciativ...