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Sofram!

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Texto traduzido e adaptado de uma publicação de Jim Wright no Facebook, respondendo a alguém que defendia a desistência política. “Eu compareci, apertei o nariz e votei da forma que todos vocês queriam, desde os 18 anos. Mesmo em governos supostamente favoráveis, as coisas não melhoram. Vocês são completamente cegos sobre quem aquela gente serve. Estou farto deles e de pessoas como vocês. Sofram.” Isso chama-se democracia. Há dez milhões de cidadãos neste país. Há grandes hipóteses de que não vais concordar sempre com todos, ou mesmo com a maioria. Ou nunca.

Confissão

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Estou velho. Atingi, à custa de muito sofrimento e ansiedade, alguma sabedoria. Mas é tarde de mais para agir sobre ela. Mesmo que eu tivesse a pachorra, a generosidade, a ilusão de agir sobre ela, não iria adiantar muito. As hostes que eu iria querer motivar, preferem verdades mais simples. Aquelas a que eu me entreguei quando era jovem, Livrar-me das certezas ingénuas levou tempo, muito trabalho mental. Aquilo que se aprende é difícil de transmitir. Aprender com a experiência dos outros é quase impossível. Na verdade, até aprender com a nossa própria experiência é muito complicado. Quando era jovem, fui militante. Fiz o meu melhor, mas hoje digo, ainda bem que aquilo que eu ambicionava não era possível. Iria ser distópico.

A direira contra a semântica – 2

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Traduzi dois artigos de Doug Muder, no blogue The Weekly Sift , que tratam de assuntos importantes, mas que costumam passar abaixo do radar. O primeiro, The Orwellian Misuse of “Orwellian” , é recente; o segundo, Newspeaking about torture , é de 2014, mas tratam do mesmo assunto: de como a direita procura destruir as palavras que a esquerda usa para a caraterizar. O primeiro artigo traduzido, O abuso orwelliano de “orwelliano” , está aqui.

A direita contra a semântica – 1

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Traduzi dois artigos de Doug Muder, no blogue The Weekly Sift , que tratam de assuntos importantes, mas que costumam passar abaixo do radar. O primeiro, The Orwellian Misuse of “Orwellian” , é recente; o segundo, Newspeaking about torture , é de 2014, mas tratam do mesmo assunto: de como a direita procura destruir as palavras que a esquerda usa para a caraterizar. O segundo artigo traduzido, Novifalar sobre tortura , está aqui.

Agnosticismo ideológico

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(Mas vale a pena lutar pelo que é justo!) Uma das minhas características é meta-pensar, ou seja, pensar no que penso. Sempre que tive uma convicção política (tive e tenho), lá estava um observador cético dentro do meu espírito a perguntar se tal convicção era razoável, se era lúcida ou justa ou se estava simplesmente a pensar o mesmo que o resto do rebanho.

But for the oppressed people of the rest of the world they show the middle finger

I made a rather long comment on a guest post in Ophelia Benson's site Butterflies & Wheels , titled "If you say 'I am not Charlie', you are not a liberal" . Then, Ophelia published my comment as a guest post of it's own. I'm sharing it with you.

Debate

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Um amigo do Facebook , Jorge Silva Paulo , cujas simpatias pendem para o lado das políticas do governo anterior, convidou-me, entre outros, a comentar um poste em que zurzia no governo de António Costa. Na minha resposta entusiasmei-me e escrevi um texto bastante longo. Publico aqui a intervenção inicial desse amigo, com a devida autorização da sua parte, bem como uma resposta sua e uma tresposta minha. Omiti, naturalmente, as intervenções de terceiros que não são meus amigos no Facebook.

Instrumentos de poder

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Em antigos tempos, os poderosos lutavam entre si pelo poder utilizando como armas o maior número possível de súbditos dispostos a sacrificar as vidas pela fortuna dos amos. Como os exércitos de escravos nunca tiveram sucesso, excepto como remadores nas galés ou esporadicamente quando se revoltavam, não podiam ser usados como ferramentas de luta pelo poder. Restava então aos poderosos coagir de várias formas os seus subalternos e servos a lutar por eles. Promessas de partilha do saque, de partilha da glória, várias formas de pressão ou apenas a tracção das ideias heróicas e religiosas manipuladas por demagogos e sacerdotes arrastavam os simples para o matadouro.

Porque ser progressista é melhor que ser conservador

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Progressistas e conservadores não divergem só sobre assuntos específicos, mas sim sobre valores éticos fundamentais. Será possível defender-se que os valores progressistas são realmente melhores? Um artigo de Greta Christina

Portugal trabalha

“Os portugueses, em média, passam quase nove horas por dia a trabalhar. Portugal é o país europeu onde se trabalha mais horas, com e sem vencimento, por dia. Em média, os portugueses trabalham no total cerca de 8 horas e 47 minutos todos os dias, ocupando o terceiro lugar no ‘ranking' dos países da OCDE. Para além disso, ainda a nível europeu, os portugueses são os que mais horas diárias trabalham sem vencimento, com cerca de 3 horas e 53 minutos. Um volume de trabalho que representa 53% do PIB nacional e que nos classifica em quarto lugar da tabela da OCDE.

Liberdade e solidariedade

Estive a fazer um questionário a mim próprio, no sentido de esclarecer a minha posição política. Uma posição política é necessariamente pública, por isso aqui dou conta do resultado, por enquanto (ou sempre) provisório. Pode ser que interesse outros que se põem os mesmos problemas. A questão de fundo é: que se pode fazer para melhorar a sorte de todos os seres humanos? Será possível fazer chegar a prosperidade a toda a humanidade e ao mesmo tempo assegurar uma sustentabilidade futura da nossa espécie neste planeta e arredores? Será possível isso e ao mesmo tempo manter e aprofundar sociedades abertas assentes sobre valores humanistas?

Exercício moral

Imaginamos que sempre fomos assim. Que sempre tivemos os gostos, opiniões e posturas perante a vida que temos hoje. Essa ficção é possivelmente necessária para assegurar a nossa estabilidade mental e está de certeza ligada a outra ficção, a da continuidade do eu. A continuidade da memória, que nos faz actores e espectadores do filme da nossa vida, é a base da nossa identidade pessoal.

O império do spin

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Estou farto de pensar em soluções para a presente crise — tanto no seu aspecto nacional como na sua dimensão internacional — e sinto-me frustrado, porque nada me ocorre que funcione. Por todo o lado, apenas vejo reações impotentes ou velhas ideias requentadas. Muito ruído, nenhum sinal. Dispenso-me aqui de analisar a crise, porque para o que vou dizer a seguir, isso não interessa.

Fecha-se isto? Ou abre-se?

O texto de Clara Ferreira Alves que a Isabel Maria da Palma publicou no seu blogue é mais um dos milhares de textos deste género, escalpelizando a desgraça nacional, desde... desde quando? Contamos os estrangeirados ? Contamos o Eça? Contamos o Pessoa? Exprimem a desilusão com o nosso atraso, exprimem o nosso complexo de inferioridade. Nada mais. Critiquei o texto por isso, por clamar por visão política ser a ter, Fui criticado, desafiado a apresentar a minha visão política. Andei a pensar no assunto uns dias.