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Manual de genocídio da Rússia

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Voltemos um pouco atrás na guerra na Ucrânia. Em Abril, foi publicado na agência estatal russa RIA-Novosti um texto programático sobre os objetivos russos na Ucrânia. De orientação semelhante a outro texto já publicado no mesmo lugar por Petr Akopov em 26 de fevereiro, este artigo de Timofey Sergeytsev desenvolve o tema com pormenores. Explica o que é para o Kremlin “desnazificar” a Ucrânia, o que é um “nazi” para Putin e seus acólitos e não deixa qualquer margem às ilusões de apoiantes ocidentais de que as tropas russas estejam imbuídas de algum intuito antinazi. O texto é central ao pensamento putinista. O local onde foi publicado não deixa margem para dúvidas: É como se um texto programático sobre a Guerra Colonial, na ditadura portuguesa, fosse publicado no jornal do regime “Época”.

Auschwitz: o reset

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Num blogue chamado Skeptics Vocabulary , onde cheguei à procura do termo dissonância cognitiva , que, embora use frequentemente, é raro lembrar-me como se chama, encontrei um artigo sobre um assunto totalmente diferente, mas fascinante. O autor, indiano (a página assume-se como parte do movimento céptico da Índia), depois de uma visita a Auschwitz, tece algumas considerações interessantes sobre a forma como tal excesso da barbárie forçou uma reavaliação das ideias da consciência mundial com respeito aos direitos humanos. Diz ele que, mais do que o Renascimento, um tal reset se deveu ao horror dos campos de extremínio nazis. É capaz de ter razão. Como indiano, não pode também fugir a comparar a atrocidade nazi às atrocidades coloniais. O autor descreve, em primeiro lugar, a visita: