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O carapau manteiga

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Antes que a Troika o confisque, divulgo aqui um dos petiscos nacionais. É pouco conhecido, mas os apreciadores juram que é uma iguaria inolvidável. Foto dos carapaus (banais, suponho, à falta de melhor) do blog Outras Comidas , fundo do jornal Sem Mais de 11/11/2012   Trata-se de um carapau que apresenta uma gordura amarelada no lombo, precisamente o que chamam manteiga. Quando assado, a pele destaca-se facilmente do corpo. A Câmara de Setúbal organiza um Festival do Carapau Manteiga em novembro, mas amigos de Setúbal garantem-me que o bicho é mais saboroso nos meses de verão e que em novembro já está meio magricela. Alguns restaurantes na zona de Setúbal servem-no agora, mas costuma ser por pouco tempo, até acabar o fornecimento. Eu estou aqui a falar de um petisco que nunca provei, mas confio que este ano não vai passar sem isso acontecer, tanto mais que sempre fui mais apreciador de carapaus que de sardinhas. Várias entidades ligadas à pesca e ao poder local estão a tentar reg...

Democracia & aparência

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Outro dia, a Câmara Municipal de Almada fez uma reunião no meu clube, o Vitória das Quintinhas , integrada num ciclo chamado Opções Participativas . Era suposto a reunião dedicar-se a receber as contribuições dos munícipes para o Plano de Atividades 2013 . Vim tarde do trabalho, lá comi uma sandes e bebi uma imperial no bar e fui para o pavilhão participar na reunião. Contribuir para o Plano de Atividades da Câmara? Pareceu-me bem.

‘Sopa’ de beldroegas

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A tertúlia gastronómica reuniu-se para degustar uma ‘sopa’ de beldroegas. Estas estão no tempo certo, dizem os apreciadores. Por sopa deve entender-se uma açorda à alentejana, com grandes bocados de pão, as ervas e temperos do costume e ovos escalfados. O ‘conduto’ foi assegurados por umas belas postas fritas de achigã pescado por um dos convivas. Acompanhou um vinho tinto do Poceirão e houve sessão de anedotas no fim.

A fada boa

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A pessoa que eu conheço mais parecida com uma fada boa é a minha amiga Henriqueta. Lembram-se da fada boa dos filmes de Walt Disney, baixinha, com um nariz redondinho, cabeleira farta e olhos bondosos, sempre pronta a arranjar uma magia para dar força ao lado bom? A Henriqueta não tem varinha mágica (pelo menos que eu tenha visto…) mas tem grandes poderes.

Tempos felizes

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Às vezes vivemos tempos felizes e nem damos por nada. Só mais tarde é que nos damos conta, quando já passaram. Eu tenho o privilégio de estar acordado a maior parte do tempo, figurativamente e literalmente, e pensar no que vivo. Tenho também o privilégio de estar vivo há bastante tempo. Comparo o que já vivi com o que vivo agora.

Dois Bares

Gosto, de vez em quando, de sair à noite. Nunca gostei de discotecas. Demasiado barulho e eu não sei dançar. Prefiro os bares ou pubs. Bom ambiente, música boa que não torne impossível conversar, umas bejecas e amigos por companhia. Perfeito.

A medalha

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Sábado passado, fui pela primeira vez ao Charneca da Caparica Futebol Clube, vulgo os Canários. Festejava 22 anos e o meu colega Luís Rodrigues tinha insistido para que eu fosse. Garotos a jogar futebol, algumas pessoas conhecidas, o presidente da Junta, gente da Câmara, discursos, e pimba: pespegam-me uma medalha! Ia caindo da cadeira… Da primeira vez que vou à colectividade, sou logo medalhado. E esta?

Come-se muito bem no Charnequeiro

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Nem sequer é um restaurante, mas um snack-bar , nas Quintinhas, Charneca de Caparica, onde moro. Mas a direcção culinária, a cargo da D. Elvira, coadjuvada pela D. Odete e pela D. Ana, é soberba. É cozinha portuguesa tradicional nada pretensiosa, mas com um belo equilíbrio de sabores. A massinha de peixe, de entrecosto ou de bacalhau, o frango do campo, o arroz de cabidela, o fricassé, o arroz de pato, o bacalhau à Charnequeiro, atraem aos almoços clientes de cada vez mais longe.