31 de maio de 2013

À borliú

Os tempos não estão bons para gastar dinheiro. Quem tem um computador e precisa de trabalhar com ele, a primeira coisa de que necessita é um Office. Muita gente tem umas luzes sobre como trabalhar com o Office da Microsoft e é essa solução que é encarada. Mas o programa custa muito dinheiro.

Então, vá de desinquietar um amigo que tenha algumas luzes de informática, a ver se ele arranja uma versão cracada  dos programas. Mas na verdade, hoje em dia não vale a pena darmo-nos ao trabalho nem ao risco de nos metermos com cópias ilegais. Há alternativas legais grátis.

Os Offices na nuvem

Muito do que fazemos hoje é guardado na nuvem. Não sabemos onde, nem interessa. Podemos ir buscá-lo a partir de qualquer lado. É também na nuvem que encontramos duas ofertas de Offices grátis.

Se tem um e-mail na Microsoft, do tipo fulanodetal@hotmail.com ou fulanodetal@msn.com dispõe agora de uma interface renovada, chamada www.outlook.com. Para além de correio, a Microsoft oferece um armazenamento de ficheiros na nuvem, o SkyDryve, que pode sincronizar com o seu computador ou móvel, ou ainda partilhar com outras pessoas.

Mas nesse SkyDrive pode trabalhar documentos do Word, Excel ou PowerPoint sem ter esses programas no seu computador. Os ficheiros são processados, não no seu computador, mas nos servidores da Microsoft.

É, digamos, uma versão de brincar do ambiente Windows na nuvem, chamado Azure. Nesse caso o próprio o próprio sistema operativo está na nuvem e o computador em casa pode ser razoavelmente idiota. Mas há que pagar o aluguer do Windows Azure à Microsoft. Esqueçam.

Desenho no MyDrive do Google
Desenho criado
no MyDrive do Google


Outro Office grátis na nuvem é acessível através da Google. Se usa o GMail tem, entre muitos outros serviços, também um espaço, antes chamado Google Docs e agora rebatizado MyDrive, para guardar ficheiros na nuvem, sincronizados, se quiser, com o seu computador ou móvel e também partilháveis com outras pessoas. O processador de texto é menos sofisticado que o Word (o que pode ser uma bênção para muita gente); a folha de cálculo é boa. Tem também uma ferramenta de formulários que permite fazer uma página Web com um formulário a atualizar uma folha de cálculo de uma forma extremamente simples (essa tarefa, de outro modo, é Web design avançado). Tem ainda disponível um programa de desenho. Nada mau.

Offices fora da nuvem

Estes Offices, é evidente, só trabalham para quem tiver uma ligação eficiente à Internet. Com uma ligação lenta ou esporádica, nada feito. Além disso, não têm programa de base de dados. Vejamos então os Offices grátis fora da nuvem.

O Open Office era a grande resposta do mundo do código aberto à Microsoft. Todo o ambiente Linux confiava nele e imensos utilizadores Windows também. A última versão do Open Office é muito semelhante ao MS Office 2003. Porém, houve sarilho, porque a Oracle comprou, tomou conta, apoderou-se ou qualquer coisa parecida da Open Office. Houve uns conflitos e a esmagadora maioria dos programadores que asseguravam o desenvolvimento do software  a título gratuito bateram com a porta.

Criaram então uma nova suite de programas de escritório, em tudo semelhante à anterior, chamada Libre Office. A vantagem deste novo Office é que continuou a ser desenvolvido, enquanto o outro ficou parado.

Tenho usado bastante o Libre Office. É tão eficiente como o da Microsoft, Devo dizer até que prefiro a interface mais, digamos, antiquada, em vez da salgalhada em que se tornaram os menus do Office da Microsoft.

Editor de fotos

Mesmo que só use as suas fotos para as publicar no Facebook, no Google+, no Pinterest, no Flickr ou no Photobucket, vai ter que editá-las um bocadinho antes de as publicar. Ajustar a luz e o contraste, mexer no enquadramento, acabar com os olhos vermelhos…

Imagem original e imagem editada

Imagem original de um telemóvel à esquerda e depois de editados luz e contraste à direita.

 

Como gráfico, uma das minhas ferramentas quotidianas é o Photoshop. Mas o Photoshop é uma besta. Custa um balúrdio, gasta avidamente os recursos do computador, nomeadamente memória, e tem uma curva de aprendizagem bem íngreme. As capacidades gargantuanas do programa foram pensadas para grandes fotos de alta resolução cheias de layers e transparências ou grandes formatos, arquivos que não é invulgar pesarem um giga ou dois.

Tratar as fotografiazecas para a Internet com esta bestinha é exagero.

Mas os programas disponíveis para o amador são rudimentares de mais. Permitem afinar as curvas da luz e do contraste, corrigir os olhos vermelhos e pouco mais.

A alternativa é o Gimp. Tem quase tudo o que tem o Photoshop (layers, filtros, máscaras, ferramentas sem fim de afinação de cor). Foi desenvolvido pela SourceForge, um grande recurso de código aberto. Não tem capacidade de trabalhar em quadricromia, mas isso é para gráficos como eu que usam o Photoshop. Para a Web trabalha-se em RGB! Há versões para Windows, Linux e Mac.

Há muito mais programas gratuitos disponíveis. Um dia destes volto ao assunto. Por exemplo, estou a escrever este post num programa gratuito da Microsoft, o Windows Live Writer, que descobre o formato do nosso blogue e escreve para ele, visualiza e publica de forma fácil e agradável. A série Windows Live inclui também um editor de vídeo grátis, para criar clips para o Youtube.

2 comentários:

  1. até para mim q estou geralmente atento a tudo isto, este post foi útil. tenho o MS office 2010 e o open office e andava a embirrar com o open exatamente por estar parado. Agora estou a instalar o LibreOffice para ver se me convence. Ao contrário de ti gosto da nova interface do office embora confesse que levou bastante tempo a habituar. Além disso ainda estou para conhecer programa q chegue aos calcanhares do Excel, programa q usei intensivamente no doutoramento e q me custa a deixar. vou manter o MS por agora mas quem sabe o Libre me converte de vez...

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  2. André Charnequeiro4 de junho de 2013 às 14:53

    http://www.kingsoftstore.com/

    Office mas em grátis

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