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A mostrar mensagens de Junho, 2008

Estudo de pés

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Terei de fazer estudos de vários pormenores da composição. Sempre fui preguiçoso a desenhar pés e mãos, portanto este aspecto é importante. O principal problema, mais tarde, vai ser a cara. Criar a expressão dramática certa e a posição correcta (mas dinâmica) da cabeça e dos ombros vai ser uma empreitada. Todo esse processo vai ser documentado aqui. Usei o programa Art Rage2, que vinha com a mesa Wacom Bamboo . Menos sofisticado que o Photoshop ou o Gimp , mas muito intuitivo e com ferramentas muito giras!

A minha Pietà

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Tinha pensado fazer disto um óleo, mas vou começar por uma ilustração digital. Há muito que este tema anda na minha cabeça: a velha Pietà de Miguel Ângelo, mas sem o filho ser deus e a mãe ser santa. A velha tragédia num olhar mais humanizado, servida pelos meus parcos recursos. Primeiro esboço. Visualizar no tamanho real Vou publicando os esboços e continuar pelas diversas fases de acabamento. Por fim, eventualmente farei o óleo. Este é o primeiro esboço. Gosto da mãe, está dinâmica e expressiva. O filho terá de ser redesenhado, pois não há forma de a cabeça dele estar amparada pelo braço dela. Tenho de fazê-lo semi-reclinado. O cenário que surgiu na minha cabeça é este. Poderá ser Colômbia, Bolívia, Brasil, não interessa. Não é uma afirmação política. Se o fizesse no mundo árabe ou em África, teria tendência a ser visto como um tomar de partido em conflitos locais. Fugi daí porque quero dizer: qualquer mãe, qualquer filho, em qualquer parte do mundo.

Investigação a uma padeira

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[Aparte sobre o pintor Rafael mencionado na mensagem anterior ] As obras de Rafael são uma delícia para os olhos. Ainda mais para alguém como eu, militante de base que paga de vez em quando as quotas do partido da arte, olhando com humildade para o que faz um dirigente histórico. Mais do que o público, o praticante compreende os problemas técnicos e artísticos resolvidos de forma genial nas obras dos grandes mestres.   Rafael, La Fornarina (A Padeira) , Palácio Barberini, Roma. Fonte: Wikipedia . Passe o rato sobre a imagem para ver a correcção do tamanho da cabeça. Pode ver ver aqui, na Wikipedia, o quadro ampliado. Mas o praticante vê-se também confrontado com insidiosas questões: as imperfeições que saltam aos olhos. Que fazer? Quem sou eu para criticar Rafael? E serão mesmo imperfeições? A forma de olhar para o corpo humano evoluiu. Hoje somos assaltados constantemente por fotos que nos demonstram de forma mecânica, quais são as suas proporções. Eis aqui Rafael a r

Viagens na Web

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Decidi aprofundar as razões porque gosto do Barroco e da arte barroca. Escrever sobre um assunto leva muitas vezes a uma mudança de perspectiva, porque ideias simplistas são postas em causa, conhecimento acriticamente recebido exige prova e, invariavelmente, fico espantado com o pouco que sabia. Toca de pesquisar o barroco então, como preparação de uma mensagem (ou série delas) sobre o assunto. Eu já sabia que a primeira ideia a cair seria a noção, promovida pelos historiadores de arte alemães do séc. XIX, neoclássicos, que o vêem como uma degenerescência da pureza clássica 1 da Renascença. É sina de cada período de arte ser crismado pelos seus detractores. Já os da Renascença, admiradores da Antiguidade Clássica, desprezavam a arte da Idade Média, arte de bárbaros, de Godos. Gótica, portanto. Pela qual mais tarde os Românticos, que desprezavam o racionalismo clássico, se apaixonaram. Onde começa o Barroco e onde termina? Para conhecer o Barroco tem que se partir da Renasc