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Liberdade e solidariedade

Estive a fazer um questionário a mim próprio, no sentido de esclarecer a minha posição política. Uma posição política é necessariamente pública, por isso aqui dou conta do resultado, por enquanto (ou sempre) provisório. Pode ser que interesse outros que se põem os mesmos problemas. A questão de fundo é: que se pode fazer para melhorar a sorte de todos os seres humanos? Será possível fazer chegar a prosperidade a toda a humanidade e ao mesmo tempo assegurar uma sustentabilidade futura da nossa espécie neste planeta e arredores? Será possível isso e ao mesmo tempo manter e aprofundar sociedades abertas assentes sobre valores humanistas?

Exercício moral

Imaginamos que sempre fomos assim. Que sempre tivemos os gostos, opiniões e posturas perante a vida que temos hoje. Essa ficção é possivelmente necessária para assegurar a nossa estabilidade mental e está de certeza ligada a outra ficção, a da continuidade do eu. A continuidade da memória, que nos faz actores e espectadores do filme da nossa vida, é a base da nossa identidade pessoal.

Ainda não estamos habituados...

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...mas já hoje vivemos bastante na cloud .

O raio

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Volta e meia leio, além dos artigos do Portal Ateu , os longos threads de comentários. Aquilo é um campo de batalha feroz. O Portal Ateu rompeu consensos não escritos que vigoraram durante muito tempo na nossa Parvónia. O principal desses consensos pode ser enunciado desta forma: o crente pode afirmar bem alto a sua fé, emitir opiniões intrusivas e intolerantes sobre a vida e valores de toda a gente; o descrente deve essencialmente manter-se calado, porque as suas opiniões, só por serem expressas, perturbam e ofendem os crentes.

Amigas (ou o homem que gosta de mulheres)

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Ah, eu devia ter vivido outra vida! Devia ter tido sempre um monte de amigas. É verdade, posso viver sem mulher, mas sem amigas não. Casar com elas é que não dá resultado. É diferente. Nunca consegues ter com a tua mulher o entendimento profundo que tens com uma amiga. Eu casei-me três vezes e tenho de confessar que fui feliz. Por diferentes razões e em diferentes contextos, fui feliz. Também sofri muito, por diferentes razões e em diferentes contextos, mas isso faz parte. Se não conheceres a fome, em qualquer ponto da tua vida, nunca conhecerás o prazer de comer. Se nunca estiveste só, nunca desfrutarás o prazer de ter companhia. Sem privação, nunca terás o verdadeiro prazer do sexo. Sem saudades, nunca sentirás o prazer de encontrar quem amas. Nunca pode haver felicidade eterna, porque a felicidade não faz sentido sem a infelicidade.

Nda

Playing for change (Tocando para a Mudança) é um movimento, um documentário, uma ONG. Junta músicos de todo o Mundo a tocar a mesma canção em conjunto, em cumplicidade alegre com uma mensagem de paz e concórdia. Muitos são músicos de rua, outros estrelas. Devia começar por mostrar esses vídeos mundiais, mas esta canção no site cativou-me. Nda , foi o que a mãe de Jason Tambo lhe disse ao despedir-se. Não sei o que quer dizer. Adeus, porta-te bem, não te esqueças de mim… Seja como for, é uma canção muito doce e carinhosa. Ponham lá o que as vossas mães vos disseram na despedida, para uma ausência longa, curta ou definitiva, e vão ver que a canção vos toca num ponto muito especial.

Dois Bares

Gosto, de vez em quando, de sair à noite. Nunca gostei de discotecas. Demasiado barulho e eu não sei dançar. Prefiro os bares ou pubs. Bom ambiente, música boa que não torne impossível conversar, umas bejecas e amigos por companhia. Perfeito.

Ruínas da memória

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Fui ver ruínas históricas e ruínas pessoais. Quanto às históricas, visitei o castelo de Paderne. Como o dinheiro e a pedra não abundavam, os Mouros construíram o castelo em taipa 1 , pintando nas paredes uma alvenaria fingida para enganar os inimigos cristãos. Oito séculos mais tarde, se calhar pelas mesmas razões, falta de fundos e pedra, o meu avô materno, no início do século vinte, usou a mesma técnica construtiva para erguer um casebre para a sua numerosa família, antes de se finar de forma muito temporã. Não fingiu alvenaria, antes pintou tudo com singela cal.

Genealogia

Pode encontrar aqui uma genealogia parcial e formatada não profissionalmente da família Cabanita.

Trabalho

Arbeit macht frei , estava escrito à porta de Auschwitz. O trabalho liberta. Os coitados que lá entravam, quando não podiam trabalhar, eram libertados deste vale de lágrimas. Uma coisa parecida, em russo, estava escrita à porta do campo de concentração de Verkhouta, o maior dos gulags * . Eu, que não nasci rico, ainda por cima com grandes dificuldades de aprendizagem ** nos saberes relacionados com a aquisição de fortuna pessoal, fui condenado a trabalhar. O trabalho libertou-me (mas por pouco) de passar fome. Estou convencido que o esforço enorme que o Departamento de Defesa americano está a fazer no domínio da inteligência artificial para a criação de máquinas de matar "inteligentes" (por exemplo, aqueles aviões não pilotados que sobrevoam o Iraque, o Paquistão e o Afeganistão e de vez em quando matam uma família de nómadas pensando que era o Bin Laden) um dia destes vai dar fruto na iniciativa privada, com a criação de robots versáteis e polifuncionais, mais económicos...

Formação 3

Conclusão de Formação 2 Fim dos milagres As soluções mistas e de baixo custo como as que desenvolvi, com todos os seus problemas de fiabilidade e de improviso, vieram a mostrar uma outra vantagem decisiva, depois de 1992, em situação de crise económica, com a retracção do investimento publicitário: a firma onde trabalhava pôde adaptar-se à proliferação do desktop publishing caseiro e aceitar sem problemas os documentos que as empresas produziam nos seus escritórios ou os particulares em casa, com versões piratas do CorelDraw ou do PageMaker, ou mesmo no Word, no Excel ou pior que tudo, em PowerPoint. Outro chapéu na minha cabeça: especialista em desencravar trabalhos caseiros! Durante todos estes anos, a minha besta de carga em design gráfico tem sido o Corel Draw!, em todas as suas versões da 1 à 13 corrente. Posso condiderar-me um perito em CorelDraw! Mas mexo em virtualmente todos os programas de desktop publishing e de escritório. Em que programa mais odeio mexer? No FreeHan...

Formação 2

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Continuação de Formação 1 Termina em Formação 3 Criativo de publicidade, criativo de empresas Larguei Arquitectura, portanto. Tinha que sustentar a família e comecei a fazer trabalhos de publicidade. Cheguei a ter um período louco com um emprego de revisor de imprensa no Dafundo das 7:30 às 13:30 mais outro de professor de Educação Visual na Azambuja à tarde e publicitário em Odivelas à noite, morando na Parede e sem ter ainda carro. Nunca fiz qualquer esforço para me dedicar às artes gráficas, pode-se dizer antes que elas vieram ter comigo em várias ocasiões. Na actividade estudantil, estive sempre ligado a tarefas editoriais, umas clandestinas, outras semi. Uma das minhas tarefas políticas, antes do 25 de Abril, foi trabalhar numa tipografia clandestina (não era nada de especial, era apenas uma máquina de escrever e um policopiador num apartamento alugado em Paço de Arcos, mas ter-me-ia dado uns anitos de prisão se fosse descoberto). A minha actividade política pós-25 de Abril teve...

Formação 1

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Continua em Formação 2 Talvez escreva um dia um texto sobre a minha formação (ou falta dela). Ou sobre a deformação da formação profissional, ou mesmo sobre a formação da deformação profissional. Ou ainda sobre a inefável relação entre formação e educação, entre educação e cultura, entre cultura e sabedoria. Ou então sobre a relação entre curiosidade e imaginação, formação e formatação permanente. Mais: talvez me atreva a escrever sobre a relação entre formação da imaginação e resistência à formatação! Mas para já, falemos dos dados essenciais da minha formação. Formalmente, em termos de canudo, tenho apenas o terceiro ano incompleto de Arquitectura, que nunca exerci. O Instituto de Emprego e Formação Profissional anda a falar em fornecer às pessoas canudos correspondentes à formação adquirida por experiência, ao longo da sua vida profissional. Aí, acho que arranjava um grande canudo... Estudei Arquitectura, mas... Devido à minha idade, ainda fui vítima do sistema escolar salazarista...

Quem sou

Sou um português de 55 anos, bidivorciado e bom rapaz. Sou avô de um trio de netos. Não sou o tipo mais sociável do mundo, mas adoro conversar sobre os mais abstrusos assuntos. Isso pode ser bom ou mau, depende. Para uns posso ser interessante, para outros um grande chato. Penso que não sou mau tipo de todo, embora as minhas ex possam ter uma opinião diferente.

Intro

Olá Este site pessoal não pretende ser muito lógico, mas apenas um lugar para eu publicar o que tenho feito. Interesso−me por web design , política, filosofia, por ler e escrever e ainda desenho e pinto umas coisas, portanto o site reflecte, ou há−de reflectir, os meus interesses. Assim: Identidade Na secção Identidade , as páginas Quem sou e Trabalho ainda esperam pachorra para serem preenchidas. Escrevi uma pequena graçola em cada uma, só para não desiludir totalmente quem lá vá parar. Na Formação , comecei a descrever o meu processo formativo e autoformativo e acabei quase numa autobiografia. Falar de nós próprios não é simples. É preciso ter o bom senso de omitir coisas que adoramos dizer, mas que são uma seca para terceiros, bem como ter a coragem de dizer coisas que nos custam, mas que os outros poderão achar muuuuito interessantes. E saber se devemos dizê−las, de qualquer modo. Assim, consultei a minha alminha preguiçosa sobre estas questões e ela ainda não me respo...