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A minha Pietà

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Tinha pensado fazer disto um óleo, mas vou começar por uma ilustração digital. Há muito que este tema anda na minha cabeça: a velha Pietà de Miguel Ângelo, mas sem o filho ser deus e a mãe ser santa. A velha tragédia num olhar mais humanizado, servida pelos meus parcos recursos. Primeiro esboço. Visualizar no tamanho real Vou publicando os esboços e continuar pelas diversas fases de acabamento. Por fim, eventualmente farei o óleo. Este é o primeiro esboço. Gosto da mãe, está dinâmica e expressiva. O filho terá de ser redesenhado, pois não há forma de a cabeça dele estar amparada pelo braço dela. Tenho de fazê-lo semi-reclinado. O cenário que surgiu na minha cabeça é este. Poderá ser Colômbia, Bolívia, Brasil, não interessa. Não é uma afirmação política. Se o fizesse no mundo árabe ou em África, teria tendência a ser visto como um tomar de partido em conflitos locais. Fugi daí porque quero dizer: qualquer mãe, qualquer filho, em qualquer parte do mundo.

Genes e memes

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Tendo escrito e ilustrado o texto anterior, comecei-me a preocupar com a defesa das ideias que exprimi. Não sou cientista nem filósofo e para manter este blog e a minha página pessoal só disponho de umas quantas horas à noite, roubadas ao sono. Provar ou invalidar a ideia de que a socialização do homem é parecida com a domesticação do cão está fora das minhas capacidades. Seria precisa larga pesquisa em psicologia comparada. Portanto, o meu texto é uma opinião amadora, baseada numa longa experiência como dono de animais e numa infância com muito contacto com a religião. Possa quem ler o texto divertir-se tanto a lê-lo como eu a escrevê-lo. Mas não se trata de uma paródia. Acredito seriamente que o que exponho tem mais que um grão de verdade e explica alguns aspectos do comportamento da nossa espécie, nomeadamente o lugar que a religião ocupa em todas as sociedades humanas. Um cão não é capaz de sentimento religioso? O animal pensa e exprime um leque bastante variado de emoções. ...

Donos e Deuses (1)

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Tive duas cadelas, chamadas Pinta e Preta , uma gata chamada Mimosa e dois gatos, o Cigano e o Maltês 1 . Já morreram todos, mas quando convivia com eles pensava muitas vezes em como eles me viam. [ESTE TEXTO CONTINUA NA MENSAGEM SEGUINTE ]

Desenhos com mesa digitalizadora (2)

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[ESTE TEXTO NÃO EXISTE NA MINHA PÁGINA PESSOAL ] A facilidade de desenho é excelente. O traço é vivo e pessoal como no papel. Sem o atrito do papel, o desenho escorrega bastante. Outra dificuldade é que os meus dedos seguram a caneta num sítio e os meus olhos controlam o desenho noutro lugar. Controlar a grossura do traço é outra luta. Nenhuma caneta no mundo "real" se comporta de forma tão livre. Como de costume, um instrumento electrónico tenta emular um instrumento físico e acaba por ultrapassá-lo largamente. A pressão da caneta pode ser configurada para variar a espessura do traço, a cor, a transparência ou combinações desses parâmetros. Aqui só variou a espessura. O Windows Vista suporta parcialmente o aparelho, mas sem pressão variável. O Linux nada. Só no XP a pressão variável realmente brilha. Desenhos à mão livre, sem esboço, no programa vectorial Inkscape. Só depois comecei a aprender truques como inclinar a mesa. O objectivo destes desenhos não era a perfeiçã...

Desenhos com mesa digitalizadora

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[ESTE TEXTO NÃO EXISTE NA MINHA PÁGINA PESSOAL ] Sempre quis ter uma mesa digitalizadora, que me permitisse realmente desenhar no computador. O rato é um instrumento grosseiro, porque usa os músculos errados, as ligações psicomotoras erradas. Para desenhar, há que usar as pontas dos dedos e as suas ligações ao cérebro, fruto de milhões de anos de evolução. Durante anos, não pude ter uma, porque uma mesa Wacom custava perto de 400 €, mas descobri que baixaram bastante de preço. Finalmente tenho uma NGS DrawMaster (made in China) e estou a adorar. Isto é um desenho feito sobre uma foto da minha neta, usando o GIMP2.