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História do Céu e do Inferno

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Por Bart D. Ehrman Os antigos Hebreus não acreditavam na vida depois da morte. Morria-se e pronto. Nada a fazer. Mas, por volta do século II AEC, inquietos sobre a injustiça da morte ser igual para todos, independentemente de serem justos ou maus, inventaram, no Livro de Daniel, a ideia do Apocalipse. O mundo era dominado por forças maléficas e por isso dominava a injustiça, Mas Deus viria em breve resolver a questão. Derrotaria as forças do mal, ressuscitaria os mortos e recompensaria os bons com o paraíso na Terra e castigaria os maus com a morte. Mas não se trata de almas, o paraíso seria na terra e as pessoas viveriam nos seus corpos, agora imortais. As ideias de Jesus são as mesmas: apocalipse, julgamento final, ressurreição dos mortos e reino de Deus na Terra. Os gregos do tempo de Homero também não acreditavam na vida além da morte. Acreditavam no Hades, mas os habitantes do Hades eram sombras sem vida. Com Platão é que começou a ideia de que a alma era distinta do corpo e i...

O sucesso do cristianismo

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É legítimo duvidar de muitos dos benefícios que o cristianismo teria trazido ao mundo. Reclama, por exemplo, ter proclamado uma moral mais humana, mais solidária. No entanto, nenhuma melhoria se viu, por quase dois mil anos, nem no comportamento do povo em geral, até quando quase todos eram fiéis, nem nas ações dos seus notáveis. Os papas, cardeais e bispos foram, na sua esmagadora maioria, opressores tão cruéis, corruptos e venais como os reis e nobres. Do lado dos protestantes, não se encontra grande melhoria. Martinho Lutero era um antissemita e misógino violento, advogava a forca para castigar os camponeses alemães que se revoltavam contra a miséria. Os seus seguidores imitavam os inimigos católicos na sanha de queimar bruxas.

Contos de Natal - 3 - Tirem os Reis Magos do estábulo!

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Présépio barroco – Convento da Madre de Deus, Lisboa, Portugal Tradução do artigo O Holy Night! How Matthew Screwed Up the Christmas Story (Noite de Paz! Como Mateus fez asneira na história de Natal) em Debunking Christianity . Por David Madison em 21/12/2018

Feliz na tal

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Gosto de um Natal humano. De crianças felizes com as suas prendas, de famílias reunidas, de desejos de felicidade e bom ano a torto e a direito, de velhas canções sempre recicladas. Esses desejos não são sinceros? São, quase sempre. O Natal é uma festa mercantil? Pois é, mas apenas reflete a sociedade em que vivemos. Não sou o indivíduo mais festivo da minha rua, mas gosto destas pequenas alegrias e boas vontades, destas luzes coloridas no meio da penumbra do inverno.

Cronologia do miticismo sobre Jesus

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Um assunto que me interessa bastante é a questão de saber se Jesus foi uma figura histórica ou um mito. Do ponto de vista filosófico, não me faz qualquer diferença que Jesus seja um mito fantástico construído sobre a memória de algum humilde pregador e curandeiro da Palestina, ou que esse mito seja preexistente e se lhe tenha criado a lenda de uma pessoa real. Está fora de questão é que tenha sido o deus em que os cristãos acreditam, ou mesmo o profeta da versão islâmica. Mas, tendo em conta a minha história pessoal, doutrinado em criança nos dogmas do cristianismo, o assunto fascina-me porque quero saber até onde foi a minha alienação e a vastidão das ilusões que partilhei. O miticismo sobre a figura de Jesus não é assunto novo nem moda moderna da Internet. Há séculos que estudiosos, sempre minoritários, das escrituras cristãs têm  aderido a esta explicação, mesmo por vezes à custa de perda dos...