As nossas almas estão mortas
Como sobrevivi a um acampamento de 'reeducação' chinês para uigures Após 10 anos a viver em França, voltei à China para assinar alguns papéis e fui presa. Nos dois anos seguintes, fui sistematicamente desumanizada, humilhada e sofri lavagem cerebral por Gulbahar Haitiwaji com Rozenn Morgat, The Guardian, 12/1/2021 O homem ao telefone disse que trabalhava para a petrolífera, “Na verdade, na contabilidade”. A sua voz não era familiar para mim. No início, não consegui entender porque ele estava a ligar. Era novembro de 2016 e eu estava de licença sem vencimento da empresa, desde que saí da China e me mudei para França, há 10 anos antes. Havia estática na linha; tive dificuldade em ouvi-lo. “Você tem que voltar a Karamay para assinar os documentos relativos à sua reforma, Madame Haitiwaji” , disse ele. Karamay era a cidade na província de Xinjiang, no oeste da China, onde trabalhei para a empresa de petróleo por mais de 20 anos. “Nesse caso, gostaria de conceder uma procuraç...