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Roma vs. China: O que fez a diferença?

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Traduzi este curioso artigo de Richard Carrier de 30 de novembro de 2021, sobre a questão: porque houve uma revolução científica e industrial no Ocidente e não na China? Carrier tem escrito uma série de artigos no seu blogue , bem como alguns livros, sobre como a ciência estava muito desenvolvida no Império Romano e foi vítima da sua rápida decadência no século III, ou seja, bem antes da queda propriamente dita, e como a profunda decadência que se seguiu só foi recuperada na aproximação do Renascimento. Pergunta-se frequentemente, porque é que a Revolução Científica ocorreu apenas na Europa e não na China? Refiro-me aqui, como explico no meu livro The Scientist in the Early Roman Empire à normalização de métodos científicos eficazes em toda a sociedade (pelo menos alfabetizada). Como documento lá, o Império Romano no seu auge estava à beira de lá chegar (de certa forma, a China nunca chegou), ficando aquém apenas em dois passos que só foram completamente realizados no decurso do sé...

A ciência romana estava em declínio?

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Por Richard Carrier (excerto do seu novo livro) Existe há muitos anos uma polémica em História, sobre o caráter progressivo ou decadente da Idade Média e sobre, por oposição, a presença ou não de espírito científico na Antiguidade Greco-Romana. São, em geral historiadores católicos quem doura a pílula da era medieval como época de progresso, e quem denigre a ciência da Antiguidade. Para esses autores, a Antiguidade não tinha noção dos instrumentos do progresso científico e foi o cristianismo o fator de desenvolvimento do pensamento científico, no fim da Idade Média. O que está ém jogo é considerar o cristianismo uma influência progressiva ou reacionária na História.

Ciência como constructo social: Aracnofobia

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Tradução de um artigo no blogue Pharyngula . PZ Myers PZ Myers é um biólogo na Universidade do Minnesota-Morris (EUA) e autor do blogue de ciência Pharyngula. Este blogue tem uma legião de seguidores. Tem-se notabilizado na denúncia do criacionismo, na defesa da Evolução contra ataques religiosos e na defesa do ateísmo. É acérrimo defensor do feminismo.

Onde é que eu nasci?

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Para todos os efeitos legais e prosaicos, eu estou certo de que nasci há 62 anos, dois meses e 16 dias, ou mais precisamente há 22.693 dias, em Faro, na Rua de São Brás do Alportel, Freguesia de São Pedro. Não é disso que eu tenho dúvidas, naturalmente. Nas aventuras de ficção científica que incluem viagens no tempo, como a série de filmes Regresso ao Futuro ou o clássico da literatura A Máquina do Tempo , de H.G. Wells, presume-se ingenuamente que os viajantes se deslocam para uma data futura ou passada, mas ficam no mesmo ponto da Terra de onde partiram. Isso é conveniente para o enredo das aventuras, mas ingénuo, porque sabemos que o nosso planeta se desloca pelo espaço a uma velocidade vertiginosa. Mesmo que fosse possível mudar magicamente a variável da quarta dimensão, uma viagem no tempo implicaria sempre uma translação gigantesca no espaço.

O grelo, afinal, é uma grande planta

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Se perguntarem à maioria das pessoas o que é o clítoris, quase todas dirão que se trata daquele botãozito engraçado ali à frente, debaixo do seu pequeno capuz, de onde espreita quando se entusiasma. Alguns dirão mesmo que esse botãozito tem a maior densidade de inervação de todo o corpo humano, homem ou mulher, e que também tem um corpito, assim como uma pilinha, até lhe chamam homenzinho. Quase ninguém dirá é que se trata de um órgão que, escondido, envolve toda a zona vaginal com um corpo cavernoso anular que se enche de sangue em ereção e ainda tem dois cornos projetados da frente até cada uma das virilhas.

O fim do gene egoísta?

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PZ Myers, Jerry Coyne e Richard Dawkins Três dos meus biólogos e comunicadores preferidos encontram-se em polémica. Trata-se de PZ Myers, da Universidade de Minesotta Morris, com o blogue Pharyngula ; Jerry Coyne, da Universidade de Chicago, com o blogue Why Evolution Is True ; e o célebre Richard Dawkins, com, entre outros areópagos, a sua Richard Dawkins Foundation for Reason and Science . O que está em discussão é a possível morte, ou não, do conceito de gene egoísta .

Doms e Subs

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Recentemente dediquei-me ao estudo de alguns aspetos da sexualidade humana que não me tinham interessado antes, sobretudo porque não eram aqueles para onde pendem as minhas inclinações naturais. Refiro-me ao sadomasoquismo e ao domínio/submissão, aquele universo de práticas comumente conhecido por BDSM (bondage ou aprisionamento, domínio e sadomasoquismo).

A última valsa

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No Vitória Clube das Quintinhas, o baile se São João é um sucesso relativo. Para um clube que tenta recuperar a dinâmica, o facto de terem comparecido sócios em número apreciável é bom. O grande recinto não estava cheio, mas os corpos gerentes dão-se por satisfeitos. É um passo na direção certa. Depois das sardinhas que estavam gordas e das febras saborosas, alguns pares evoluem no terreiro, ao som da música pimba de Euclides e Durão , um duo veterano nestas andanças, com órgão dotado de batida sintética e vocalista. Abriram com “Marina, Marina, Marina”, imaginem. Foi um sucesso nos anos 60, era eu garoto, lembro-me perfeitamente. No todo, uma noite feliz.

Correntes de ar

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Toda a gente sabe que as constipações e gripes se devem a infeções, que são quase sempre virais (quase sempre no caso das constipações, sempre no caso das gripes), não é verdade? Não. A maioria as pessoas não sabe ou, mesmo que saiba, ignora o que sabe quando se trata de pensar nessas doenças. As recomendações que a minha mãe (hoje com 95 anos) e as pessoas do seu tempo me faziam quando eu era garoto ainda são feitas hoje: Agasalha-te, olha que te constipas! Cuidado com as correntes de ar! Andas para aí todo suado, ainda apanhas uma gripe! Na verdade isto tornou-se evidente para mim outro dia, quando um dos meus colegas de trabalho, uma daquelas pessoas sempre obcecadas com doenças, se mostrou receoso do efeito das correntes de ar na sua saúde.

Ainda não estamos habituados...

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...mas já hoje vivemos bastante na cloud .

Para uma cultura (e ética) universal / Towards a universal culture (and ethics)

  Versão em Português. See English version in the end. Quando o TED publicou a conferência de Sam Harris “A Ciência Pode Responder a Questões Morais” em Fevereiro deste ano, iniciou uma grande polémica. Sam Harris afirma, em primeiro lugar, que o conhecimento científico, incluindo o conhecimento da forma como trabalham os nossos cérebros,  influencia a forma como as questões morais são postas. A seguir, argumenta com a consideração das condições gerais em que as sociedades humanas prosperam para mostrar picos que sirvam de exemplo para um mapa da eficiência ética das sociedades. Por fim, argumenta que as opiniões relevantes para a definição do valor de uma moralidade não são as de todas as pessoas, mas as de um grupo de peritos socialmente aceites. O crédito moral do Dalai Lama não é o mesmo que o de um assassino em série. Se não damos valor à opinião dos Talibãs sobre física teórica, porque havemos de apreciar a sua ignorância sobre questões morais?  

O chicote, a cenoura e a palmada nas costas

Há uma semanas o meu sobrinho Rui Cabanita publicou um vídeo da RSA (Royal Society for the Arts, a irmã menos conhecida da Royal Society) sobre motivação. Entre outras coisas muito interessantes, explicava-se que numa tarefa que não incluísse criatividade, a produtividade podia ser aumentada com incentivos quantitativos, vulgo prémios. Porém, uma actividade criativa não pode ser motivada por prémios. Essa conclusão perfeitamente contra-intuitiva e contrária a toda a tradição de gestão de recursos humanos vem espaldada em abundantes números e estudos de caso.

Um mundo sem deuses

Sigo o site de Richard Dawkins no Twitter e outro dia recebi um pio ( tweet ) para uma página no Facebook que pretende juntar até Junho um milhão de pessoas que acreditam na evolução das espécies . Parece ter sido começada este mês e já tem mais de 116.000 aderentes. É uma resposta a outra página que pretendia arranjar, também até Junho, um milhão aderentes incrédulos da dita cuja evolução . Esses têm neste momento apenas cerca de 26.500, embora, obviamente, tenham começado primeiro (e têm um erro de ortografia no título).