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De repente, ideias ultrapassadas são usadas para justificar o assassínio em massa

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Porque é que a guerra da Rússia contra a Ucrânia é a continuação lógica da ideologia do Estado russo. Tradução do artigo ‘Suddenly, these outdated ideas are being used to justify mass murder’ Why Russia’s war against Ukraine is the logical continuation of Russian state ideology de 4 de Abril de 2022, em Meduza . Meduza é o principal órgão de informação russo democrático. Foi recentemente bloqueado por Vladimir Putin e publica-se agora na Letónia. Uma vala comum em Kharkiv. 26 de Março de 2022 [Felipe Dana / AP / Scanpix / LETA] Durante anos, a ideologia oficial da Rússia tem girado em torno do mito de que o país está em perigo e os seus inimigos estão a tentar destruí-lo. A guerra na Ucrânia é a continuação lógica deste mito. Para saber quão profundas são as bases históricas deste conflito, Meduza recorreu a Andrei Zorin, um professor da Universidade de Oxford que estuda a história da ideologia estatal russa e os mitos culturais e políticos que a sustentam. Andrei Zorin

A lógica retorcida do 'direito histórico' dos judeus a Israel

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Tradução de um artigo no diário israelita Haaretz . Shlomo Sand Shlomo Sand (pronuncia-se Zand) (Linz, 10 de setembro de 1946) é um historiador israelita, professor emérito de História na Universidade de Tel Aviv e autor do livro "A Invenção do Povo Judeu" (2009). Tem como principais áreas de interesse o nacionalismo, a história do cinema e a história intelectual francesa. A sua orientação política é anti-sionista. Neste artigo defende a posição de que não há qualquer direito histórico dos judeus a ocupar a Palestina e entra em polémica com Chaim Gans, um professor de Filosofia da mesma universidade, que procura arranjar uma justificação 'sionista de esquerda' para o estado de Israel.

Exercício moral

Imaginamos que sempre fomos assim. Que sempre tivemos os gostos, opiniões e posturas perante a vida que temos hoje. Essa ficção é possivelmente necessária para assegurar a nossa estabilidade mental e está de certeza ligada a outra ficção, a da continuidade do eu. A continuidade da memória, que nos faz actores e espectadores do filme da nossa vida, é a base da nossa identidade pessoal.

Fecha-se isto? Ou abre-se?

O texto de Clara Ferreira Alves que a Isabel Maria da Palma publicou no seu blogue é mais um dos milhares de textos deste género, escalpelizando a desgraça nacional, desde... desde quando? Contamos os estrangeirados ? Contamos o Eça? Contamos o Pessoa? Exprimem a desilusão com o nosso atraso, exprimem o nosso complexo de inferioridade. Nada mais. Critiquei o texto por isso, por clamar por visão política ser a ter, Fui criticado, desafiado a apresentar a minha visão política. Andei a pensar no assunto uns dias.

Estou preocupado com a Europa

Pensamos que a Comunidade Europeia está garantida. É sólida. Os povos que durante dezenas de anos lutaram para construí-la, como os sócios fundadores, aqueles para quem o acesso pareceu em tempos um sonho impossível como nós ou os novos membros da Europa de Leste, parecem finalmente estar contentes e descansados.

Resolver o nosso problema demográfico é fácil

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Num aparte sobre o assunto da mensagem anterior , lembrei-me da recente preocupação nacional com a taxa de natalidade. Íamos ser um país de velhos, a Segurança Social iria falir, etc. Urgia que o governo pusesse cobro a este estado de coisas, subsidiasse os nascimentos, apoiasse os casais com muitos filhos... Não se disse que os velhos que seremos (ou já somos) terão uma vida activa mais longa, e produtiva, por por terem maior esperança de vida e gozarem de melhores condições de saúde. Não se disse que as pessoas têm menos filhos não por falta de dinheiro, mas porque têm um pouquinho dele (ou crédito) e algumas condições de vida que querem melhorar, tanto para elas próprias como para os seus descendentes. Numa sociedade dominada pela informação (enfim, um bocadinho...) a interrupção de uma carreira laboral é ...