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Mamã, queremos viver!

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Os refugiados ucranianos forçados a viajar pela Rússia no seu caminho para a segurança Artigo "Mom, we want to live" publicado em Meduza em 2 de Maio de 2022 Um carro cheio de refugiados de Mariupol, num posto de controlo da Rússia. 24 de Março de 2022 [Alexander Ermochenko / Reuters / Scanpix / LETA]

Armário cheio de esqueletos

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"Vivemos num armário cheio de esqueletos" – artigo de Meduza , de 5/4/2022, por Maxim Trudolyubov, sobre como a incapacidade dos russos de condenar os crimes do passado os levou à guerra. Meduza é o principal órgão de informação independente da Rússia. Depois de fechado pela censura de Putin, publica-se agora na Letónia. Vorkutlag, Vorkuta, República de Komi, 1945. [Laski Diffusion / Getty Images]

De repente, ideias ultrapassadas são usadas para justificar o assassínio em massa

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Porque é que a guerra da Rússia contra a Ucrânia é a continuação lógica da ideologia do Estado russo. Tradução do artigo ‘Suddenly, these outdated ideas are being used to justify mass murder’ Why Russia’s war against Ukraine is the logical continuation of Russian state ideology de 4 de Abril de 2022, em Meduza . Meduza é o principal órgão de informação russo democrático. Foi recentemente bloqueado por Vladimir Putin e publica-se agora na Letónia. Uma vala comum em Kharkiv. 26 de Março de 2022 [Felipe Dana / AP / Scanpix / LETA] Durante anos, a ideologia oficial da Rússia tem girado em torno do mito de que o país está em perigo e os seus inimigos estão a tentar destruí-lo. A guerra na Ucrânia é a continuação lógica deste mito. Para saber quão profundas são as bases históricas deste conflito, Meduza recorreu a Andrei Zorin, um professor da Universidade de Oxford que estuda a história da ideologia estatal russa e os mitos culturais e políticos que a sustentam. Andrei Zorin

A Rússia é uma grande potência?

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Poder económico vs. poder militar Tradução do artigo La Russie est-elle une grande puissance ? Puissance économique vs. puissance militaire , por Hervé Théri, 20 de Março de 2022 em Diploweb.com Hervé Théry, Director Emérito de Investigação no CNRS-Creda, Professor na Universidade de São Paulo (USP-PPGH). Co-director da revista Confins . Membro do Conselho Científico de Diploweb.com . A Rússia é um país "belicoso"? Que parâmetros nos permitem estabelecer isto em comparação com outros países? Cruzando vários dados, H. Théry produz quatro planisférios que fornecem uma resposta documentada. Escusado será dizer que a história e os acontecimentos actuais fornecem elementos adicionais.

Os alarmistas tinham razão, afinal

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Um jornalista de Moscovo sobre Putin e a nova realidade russa Um jornalista independente descreve como é a vida dentro do universo paralelo da Rússia. Tradução do artigo “The alarmists were right all along”: A Moscow journalist on Putin and the new Russian reality de Vox . Por Sean Illing | @seanilling | sean.illing@vox.com | 11 mar, 2022 Quase todos fora da Rússia veem a decisão de Vladimir Putin de invadir a Ucrânia da mesma forma: como uma atrocidade obscena e desnecessária. Mas isso é porque o mundo exterior pode ver claramente o que está a acontecer no terreno na Ucrânia. Para o russo médio, o quadro parece muito diferente. Sabem que há algo a acontecer na Ucrânia, mas não é uma “guerra” – é uma “operação militar especial”. E se virmos as notícias, que são controladas pelo estado, não estamos a ver imagens de edifícios de apartamentos bombardeados ou de civis mortos nas ruas, porque é isso que uma guerra parece e não há definitivamente uma guerra na Ucrânia.

A facada nas costas

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A maioria dos historiadores do período que, na Alemanha, trouxe ao poder os nazis, considera muito importante o sentimento entre os soldados e os nacionalistas, de que o país não tinha, na verdade, sido derrotado na I Guerra Mundial, e que a catástrofe alemã só tinha sido possível pela traição da frente doméstica. O glorioso exército alemão, à beira da vitória, teria sido apunhalado nas costas pelos social-democratas, pelos bolcheviques, pelos judeus, pela Maçonaria, pela “quinta coluna”.

Who is a fascist?

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The Portuguese version of this post is here . Fascist, beyond being a political characterization, has become an insult with a tendency to lose meaning. But I will try to stick to the essentials. For many years, the most common characterization, among Western intellectuals, has been a Marxist explanation of how class struggle leads to a part of the marginalized population being willing to be mobilized by big capital to destroy workers' organizations. Sometimes this explanation works, sometimes it doesn't. It has the advantage of placing communists and Marxists as the leading anti-fascists, but it misses the facts more often than it gets them right. As I stopped being a Marxist many years ago – and I sincerely believe that political ideologies mislead more than they enlighten – I prefer simpler definitions.