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Deuses que morrem e ressuscitam: É pagão, pessoal. Superem isso.

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Tradução em português de Dying-and-Rising Gods: It’s Pagan, Guys. Get Over It. no seu site richardcarrier.info 29 de março de 2018 A Páscoa deste ano calha, apropriadamente, no Dia das Mentiras. Porque, de facto, a ressurreição de Jesus é semelhante à maior partida da história. Não porque alguém a tenha realmente falsificado (embora as provas que nos restam sejam totalmente consistentes com a hipótese de que sim: veja-se o capítulo de Robert Price “Explaining the Resurrection without Recourse to Miracles” (Explicar a Ressurreição sem Recorrer a Milagres) em The End of Christianity ( O Fim do Cristianismo ), um livro que recomendo vivamente por todo o seu excelente conteúdo). Mas antes porque as histórias sobre o sucedido — escritas uma geração inteira depois do início da crença, numa terra e numa língua estrangeiras, depois de todas as testemunhas reais já estarem aparentemente mortas e longe do local onde viveram — nos enganaram. Histórias falsas que os cristãos modernos ainda ...

Buda, Abraão, Jesus, Maomé, pessoas ou lendas? (2)

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Buda, Abraão, Jesus, Maomé – Figuras históricas maiores que a vida ou em grande parte lendas? (Parte 2) As origens e adaptações de cada seita na história da humanidade são exemplos clássicos da teoria darwiniana em ação. Esta é a tradução de um artigo em duas partes , criado por Valerie Tarico 1 e David Fitzgerald 2 , explorando o caráter lendário dos fundadores das grandes religiões. A primeira parte está aqui .

Buda, Abraão, Jesus, Maomé, pessoas ou lendas? (1)

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Buda, Abraão, Jesus, Maomé – Figuras históricas maiores que a vida ou em grande parte lendas? (Parte 1) Sabemos menos do que possa pensar sobre as vidas de Buda, Abraão, Jesus, Maomé, e da maioria dos outros “fundadores” religiosos. Esta é a tradução de um artigo em duas partes , criado por Valerie Tarico 1 e David Fitzgerald 2 , explorando o caráter lendário dos fundadores das grandes religiões. A segunda parte está aqui . O escritor David Fitzgerald é um fã da História cujo fascínio principal é a história inicial da religião. Quando investigou as origens do cristianismo, ficou surpreendido ao descobrir quão poucas provas temos sobre Jesus como pessoa histórica. As histórias menos fantasiosas sobre a vida de Jesus encontram-se nos quatro evangelhos do Novo Testamento, mas os quatro evangelhos que chegaram ao Novo Testamento – e outros que não chegaram – foram escritos gerações depois de qualquer rabi Jesus histórico ter vivido. Eles contradizem-se mutuamente e contêm aconteci...

História do Céu e do Inferno

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Por Bart D. Ehrman Os antigos Hebreus não acreditavam na vida depois da morte. Morria-se e pronto. Nada a fazer. Mas, por volta do século II AEC, inquietos sobre a injustiça da morte ser igual para todos, independentemente de serem justos ou maus, inventaram, no Livro de Daniel, a ideia do Apocalipse. O mundo era dominado por forças maléficas e por isso dominava a injustiça, Mas Deus viria em breve resolver a questão. Derrotaria as forças do mal, ressuscitaria os mortos e recompensaria os bons com o paraíso na Terra e castigaria os maus com a morte. Mas não se trata de almas, o paraíso seria na terra e as pessoas viveriam nos seus corpos, agora imortais. As ideias de Jesus são as mesmas: apocalipse, julgamento final, ressurreição dos mortos e reino de Deus na Terra. Os gregos do tempo de Homero também não acreditavam na vida além da morte. Acreditavam no Hades, mas os habitantes do Hades eram sombras sem vida. Com Platão é que começou a ideia de que a alma era distinta do corpo e i...

Jesus, o impasse hermenêutico

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Continuando de New French Mythicist Book... Vemos como a autora Nadine Charbonnel, uma filósofa, inicia a sua jornada com a relação da tradição filosófica com a Bíblia, no livro Jésus-Christ, Sublime Figure de Papier . Este é apenas um de uma extensa série de artigos que Neil Godfrey, no seu blogue Vridar, consagrou a discutir este livro.

A criação de Jesus

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Nadine Charbonnel, professora de Filosofia na Universidade de Estrasburgo, propõe uma nova explicação da origem do conceito de Jesus, no seu livro Jésus-Christ, Sublime Figure de Papier . Este é apenas um de uma extensa série de artigos que Neil Godfrey, no seu blogue Vridar, consagrou a discutir este livro.

Jesus cannot be the only Son of God

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Even though we may never find our fellow sentient beings * , due to the enormous size of space-time and the brevity of our lives, these cultures certainly exist, existed, and will exist in the Universe. All those beings, don’t they need to be saved?

Jesus não pode ser o único Filho de Deus

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Mesmo que provavelmente nunca encontremos * os nossos congéneres, devido ao tamanho descomunal do espaço-tempo e à brevidade das nossas vidas, essas culturas decerto existem, existiram e hão-de existir. Não precisam todos esses seres de ser salvos?

Cronologia do miticismo sobre Jesus

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Um assunto que me interessa bastante é a questão de saber se Jesus foi uma figura histórica ou um mito. Do ponto de vista filosófico, não me faz qualquer diferença que Jesus seja um mito fantástico construído sobre a memória de algum humilde pregador e curandeiro da Palestina, ou que esse mito seja preexistente e se lhe tenha criado a lenda de uma pessoa real. Está fora de questão é que tenha sido o deus em que os cristãos acreditam, ou mesmo o profeta da versão islâmica. Mas, tendo em conta a minha história pessoal, doutrinado em criança nos dogmas do cristianismo, o assunto fascina-me porque quero saber até onde foi a minha alienação e a vastidão das ilusões que partilhei. O miticismo sobre a figura de Jesus não é assunto novo nem moda moderna da Internet. Há séculos que estudiosos, sempre minoritários, das escrituras cristãs têm  aderido a esta explicação, mesmo por vezes à custa de perda dos...

O verdadeiro Jesus que se levante, por favor...

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Não tenho quaisquer problemas com o facto de Jesus ter tido existência histórica ou não. Os meus problemas com Jesus foram resolvidos aos 15-16 anos, quando me tornei ateu. O chamado Jesus da fé, o filho de uma virgem e de Deus que fez milagres, foi crucificado e ressuscitou – não é de todo real. É uma fantasia religiosa. As únicas hipóteses viáveis, face à inexistência de vestígios históricos, são 1) Jesus ter sido um curandeiro ou profeta quase completamente desconhecido sobre o qual se construiu todo este fantástico edifício mítico que é o cristianismo; ou então 2) trata-se de um personagem divino tão imaginário como outro deus qualquer, ao qual se inventou, a dado momento, uma vinda à terra salvadora. Mas o puzzle de investigação histórica sobre Jesus é um caso que há anos me interessa muito. Investigadores históricos têm vindo a morder nas sacrossantas escrituras (não confundir com os adeptos de teorias loucas, que também os há), uma dentadinha de cada vez, desde há séculos. Iss...

9 coisas que você pensa que sabe sobre Jesus mas são mentira

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Jesus, caso tenha existido, não terá sido um hippie de cabelos compridos e olhos azuis. Seria mais parecido com estes palestinianos atuais de Jenin. Foto Damon Lynch, Salamfolio Caso tenha havido um famoso pregador milagreiro chamado Joshua (Jesus) na Palestina do século primeiro (e na verdade muitos põem em dúvida a sua existência), sabemos praticamente nada sobre a sua vida, e muito do que pensamos que sabemos está errado.

O poder do teorema de Bayes

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Na mensagem anterior era mencionado o livro de Richard Carrier sobre a historicidade de Jesus Proving History: Bayes's Theorem and the Quest for the Historical Jesus . Este livro ainda não publicado, pois acaba de terminar a revisão de pares, tem de inovador o método, que consiste na aplicação do teorema de Bayes à investigação histórica.

A minha polémica abstrusa preferida

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De há uns anos para cá, que de vez em quando, vou ver o que se passa numa das mais estranhas polémicas em curso, num restrito mundo académico. Um assunto em que se esgrime com passagens obscuras de ainda mais obscuros manuscritos, em línguas mortas só conhecidas precisamente pelos sábios que se dedicam a essas polémicas. Mas o assunto, curiosamente, diz respeito a um dos livros mais popularmente conhecidos e a uma das personalidades mais célebres da história. Nem mais nem menos que a Bíblia e Jesus Cristo. A questão é a historicidade de Jesus Cristo, ou seja, a que tipo de pessoa histórica corresponde a lenda de Jesus Cristo, se é que corresponde a alguma pessoa real.