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Onde é que eu nasci?

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Para todos os efeitos legais e prosaicos, eu estou certo de que nasci há 62 anos, dois meses e 16 dias, ou mais precisamente há 22.693 dias, em Faro, na Rua de São Brás do Alportel, Freguesia de São Pedro. Não é disso que eu tenho dúvidas, naturalmente. Nas aventuras de ficção científica que incluem viagens no tempo, como a série de filmes Regresso ao Futuro ou o clássico da literatura A Máquina do Tempo , de H.G. Wells, presume-se ingenuamente que os viajantes se deslocam para uma data futura ou passada, mas ficam no mesmo ponto da Terra de onde partiram. Isso é conveniente para o enredo das aventuras, mas ingénuo, porque sabemos que o nosso planeta se desloca pelo espaço a uma velocidade vertiginosa. Mesmo que fosse possível mudar magicamente a variável da quarta dimensão, uma viagem no tempo implicaria sempre uma translação gigantesca no espaço.

Doms e Subs

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Recentemente dediquei-me ao estudo de alguns aspetos da sexualidade humana que não me tinham interessado antes, sobretudo porque não eram aqueles para onde pendem as minhas inclinações naturais. Refiro-me ao sadomasoquismo e ao domínio/submissão, aquele universo de práticas comumente conhecido por BDSM (bondage ou aprisionamento, domínio e sadomasoquismo).

O império do spin

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Estou farto de pensar em soluções para a presente crise — tanto no seu aspecto nacional como na sua dimensão internacional — e sinto-me frustrado, porque nada me ocorre que funcione. Por todo o lado, apenas vejo reações impotentes ou velhas ideias requentadas. Muito ruído, nenhum sinal. Dispenso-me aqui de analisar a crise, porque para o que vou dizer a seguir, isso não interessa.

O chicote, a cenoura e a palmada nas costas

Há uma semanas o meu sobrinho Rui Cabanita publicou um vídeo da RSA (Royal Society for the Arts, a irmã menos conhecida da Royal Society) sobre motivação. Entre outras coisas muito interessantes, explicava-se que numa tarefa que não incluísse criatividade, a produtividade podia ser aumentada com incentivos quantitativos, vulgo prémios. Porém, uma actividade criativa não pode ser motivada por prémios. Essa conclusão perfeitamente contra-intuitiva e contrária a toda a tradição de gestão de recursos humanos vem espaldada em abundantes números e estudos de caso.

O fundamentalista sou eu?

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Pessoa que me é muito querida e cujas opiniões (raríssimas) muito prezo, outro dia acusou-me de ser fundamentalista sobre a questão religiosa. Dito de outro modo, acusou-me de ser intransigente no meu ateísmo. Há algum tempo que queria escrever sobre esta questão e essa crítica deu-me a motivação necessária.

Aprender é fixe

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Estive com um casal de amigos meus, o Vasco e a Teresa, preocupados com o rendimento escolar do seu filho no segundo ciclo. Um moço simpático, o Gonçalo, sem qualquer problema aparente, mas subitamente baixou as notas de forma drástica. Na altura não me ocorreu nada de inteligente para dizer, mas mais tarde pensei no assunto e resolvi escrever, publicando aqui no meu blogue para que possa ser visto por mais pessoas e criticado.

Morte, essa ideia absurda

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Não adianta andar a fugir com o rabo à seringa. Este assunto, se bem que desagradável, tem que ser encarado. Por uma razão muito simples, é que eu, tal como vocês, sou mortal. Vai-me acontecer um dia destes, é garantido. Se eu tiver alguma influência no caso, prefiro que seja tarde, mas mesmo assim é garantido. É que nós, humanos, temos uma grande dificuldade em encarar a morte. Na verdade, se for humanamente possível, nem sequer pensamos nisso. Mas de vez em quando a vida obriga-nos a encarar o assunto. Então ligamos a máquina da treta e produzimos as mais extravagantes ideias, sonhos, fantasias, sempre com o mesmo objectivo: não encarar a morte de frente.

Amigas (ou o homem que gosta de mulheres)

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Ah, eu devia ter vivido outra vida! Devia ter tido sempre um monte de amigas. É verdade, posso viver sem mulher, mas sem amigas não. Casar com elas é que não dá resultado. É diferente. Nunca consegues ter com a tua mulher o entendimento profundo que tens com uma amiga. Eu casei-me três vezes e tenho de confessar que fui feliz. Por diferentes razões e em diferentes contextos, fui feliz. Também sofri muito, por diferentes razões e em diferentes contextos, mas isso faz parte. Se não conheceres a fome, em qualquer ponto da tua vida, nunca conhecerás o prazer de comer. Se nunca estiveste só, nunca desfrutarás o prazer de ter companhia. Sem privação, nunca terás o verdadeiro prazer do sexo. Sem saudades, nunca sentirás o prazer de encontrar quem amas. Nunca pode haver felicidade eterna, porque a felicidade não faz sentido sem a infelicidade.

Dois Bares

Gosto, de vez em quando, de sair à noite. Nunca gostei de discotecas. Demasiado barulho e eu não sei dançar. Prefiro os bares ou pubs. Bom ambiente, música boa que não torne impossível conversar, umas bejecas e amigos por companhia. Perfeito.

Avatar ou a suspensão da incredulidade

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Avatar , filme de ficção científica. Bem, ficção científica é o filme em si.  É uma revolução na forma de contar uma história. Doravante todo o filme pode ser criado em realidade virtual. Avanços no software de animação tornaram possível o santo graal dos animadores há muitos anos: movimentos naturais. Até agora era possível distinguir as cenas virtuais das cenas naturais. Os movimentos eram desajeitados e pouco elegantes. Já não. Quer dizer que no cinema, de agora em diante, o sonho já não se distingue da realidade.

O galo

Ando a ser convidado para os mais diversos convívios — e gosto. Por este andar, tenho que pôr-me a pau com a linha, o castrol e todas essas coisas. O projecto galo de cabidela andava a ser “cozinhado” há tempo, mas o bicho sobrevivia sempre, pelas mais diversas razões. Ou o criador, o Januário, não tinha tempo, ou o Oliveira, promotor do evento, tinha obrigações familiares, enfim, a esperança de vida do animal parecia boa.

Os anos do presidente

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Eduardo Reis é presidente do Vitória Clube das Quintinhas. Um daqueles presidentes que o são porque eles é que fizeram tudo aquilo acontecer, quer trabalhando quer motivando outros para trabalhar. Desde que fundou o clube há uma data de anos até hoje, continua a dar a vida por ele. Não no sentido de morrer pelo clube, mas no sentido de viver para ele. É assim. Há os que morrem por um ideal e chamamos-lhes heróis. Há outros que dão por um ideal a sua vida vivida ao longo de muitos anos. Como chamamos a esses? O Reis fez anos, a direcção fez-lhe um almoço, ao qual não fui porque não sou da direcção, sou apenas sócio. Mas acabei por ir lá parar.

Teoria da Mente

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Encontrei menções à Teoria da Mente por acaso, enquanto pesquisava outros assuntos. Mas pareceu-me um grupo de ideias tão fértil que acabei por interessar-me. A Teoria da Mente não é nenhuma teoria. É o estudo de um conjunto de habilidades, aparentemente inatas ou activadas muito cedo na infância, que permitem a cada indivíduo elaborar uma teoria de como funcionam a sua mente e as mentes dos outros, estabelecer analogias e divergências com a sua própria mente e criar estratégias de relacionamento social. Os estudos da Teoria da Mente estão inseridos na Neurologia Cognitiva e remotamente relacionam-se com o trabalho de Jean Piaget. Estes estudos têm uma base científica muito séria, quase sempre ancorada em experiências devidamente controladas e em imagética cerebral, com zonas cerebrais precisas referenciadas como locais de processamento das várias instâncias da Teoria da Mente. Outra Neurologia relacionada, a Neurobiologia Evolucionária, concebe o cérebro humano não como uma tabu...

Cabeças de borrego

No alpendre da oficina de um amigo, pude provar enfim uma famosa iguaria alentejana, cabeças de borrego no forno. Comidas à mão e ao ar livre, em boa companhia. Bravo, sr. José Bentes!

All time favourites

Eis as minhas canções favoritas de sempre. Não digo que sejam as melhores, mas são as que, por uma razão ou por outra, me passam na cabeça mais vezes e fazem assim parte da banda sonora do filme que eu vivo. Don't think twice, it's all right Bob Dylan, "The Freewheeling Bob Dylan" , 1963, (a minha canção de separação) Venham mais cinco Zeca Afonso, 1973, "Venham mais cinco" , (a minha canção de separação política) Ária da Rainha da Noite W.A. Mozart, 1791, "A Flauta Mágica (Die Zauberflöte)" Cena do filme "Amadeus" com June Anderson "A Truta" "Die Forelle" , Lied/canção Op.32 (D.550) Schubert, 1817 (Interpretação de Ian Bostridge) Interpretação de Elizabeth Schwartzkopf Too much love will kill you Brian May/Queen, "Made in Heaven" , 1996 Romeo and Juliet Mark Knopfler/Dire Straits, "Making Movies" , 1980 Cover por The Killers (2007) Don't think twice it's all...

Para o Joomla!, rapidamente e em força!

Já sabia do Joomla! , desde o tempo em que se chamava Mambo. Sabia que era um Content Management System (Sistema de Gestão de Conteúdos, CMS), mas nunca me interessei o suficiente. Porém, nos últimos tempos a Web 2.0 tem andado a pressionar-me. As páginas Web pedem cada vez mais conteúdos ricos e a minha forma de trabalhar está cada vez mais desadequada, com a mania de escrever quase todo o texto e código à mão, num editor de código. Cada página requer tempos infindos para codificar e para matar a bicharada. Manter o menu e os links de um site complexo é uma dor de cabeça. Ao mesmo tempo, escrever no meu blog mostra-se muito mais divertido, com acessórios complexos como os comentários, os RSS ou as galerias de imagens disponíveis sem esforço, quando, se os tivesse que escrever, teria que ir tirar um curso aprofundado de PHP e de Javascript. Foi então que... ...na zona Del.icio.us da minha página personalizada do Google aparece uma entrada a dizer "I'm sorry but Dream...

Estudo de pés

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Terei de fazer estudos de vários pormenores da composição. Sempre fui preguiçoso a desenhar pés e mãos, portanto este aspecto é importante. O principal problema, mais tarde, vai ser a cara. Criar a expressão dramática certa e a posição correcta (mas dinâmica) da cabeça e dos ombros vai ser uma empreitada. Todo esse processo vai ser documentado aqui. Usei o programa Art Rage2, que vinha com a mesa Wacom Bamboo . Menos sofisticado que o Photoshop ou o Gimp , mas muito intuitivo e com ferramentas muito giras!

Genealogia

Pode encontrar aqui uma genealogia parcial e formatada não profissionalmente da família Cabanita.

Trabalho

Arbeit macht frei , estava escrito à porta de Auschwitz. O trabalho liberta. Os coitados que lá entravam, quando não podiam trabalhar, eram libertados deste vale de lágrimas. Uma coisa parecida, em russo, estava escrita à porta do campo de concentração de Verkhouta, o maior dos gulags * . Eu, que não nasci rico, ainda por cima com grandes dificuldades de aprendizagem ** nos saberes relacionados com a aquisição de fortuna pessoal, fui condenado a trabalhar. O trabalho libertou-me (mas por pouco) de passar fome. Estou convencido que o esforço enorme que o Departamento de Defesa americano está a fazer no domínio da inteligência artificial para a criação de máquinas de matar "inteligentes" (por exemplo, aqueles aviões não pilotados que sobrevoam o Iraque, o Paquistão e o Afeganistão e de vez em quando matam uma família de nómadas pensando que era o Bin Laden) um dia destes vai dar fruto na iniciativa privada, com a criação de robots versáteis e polifuncionais, mais económicos...

Formação 3

Conclusão de Formação 2 Fim dos milagres As soluções mistas e de baixo custo como as que desenvolvi, com todos os seus problemas de fiabilidade e de improviso, vieram a mostrar uma outra vantagem decisiva, depois de 1992, em situação de crise económica, com a retracção do investimento publicitário: a firma onde trabalhava pôde adaptar-se à proliferação do desktop publishing caseiro e aceitar sem problemas os documentos que as empresas produziam nos seus escritórios ou os particulares em casa, com versões piratas do CorelDraw ou do PageMaker, ou mesmo no Word, no Excel ou pior que tudo, em PowerPoint. Outro chapéu na minha cabeça: especialista em desencravar trabalhos caseiros! Durante todos estes anos, a minha besta de carga em design gráfico tem sido o Corel Draw!, em todas as suas versões da 1 à 13 corrente. Posso condiderar-me um perito em CorelDraw! Mas mexo em virtualmente todos os programas de desktop publishing e de escritório. Em que programa mais odeio mexer? No FreeHan...