2018-11-20

Preciso de remédios para tratar dos meus problemas mentais – porque é que não conseguem aceitar isso?

Maria Yagoda

Como serviço público, traduzi este artigo de Maria Yagoda, uma jornalista que escreve no site do portal Vice dedicado ao público feminino, de género não conforme e LBTQ Broadly. O artigo original está aqui.

Aos 27 anos, depois de uma década a tomar medicação para a depressão e para a ansiedade, estou acostumada a estranhos dizerem-me que em vez disso deveria tentar ioga ou fazer exercícios de respiração. Mas tenho a certeza de que a minha vida seria muito pior sem remédios.

Quem quer que lute com uma doença mental ou transtorno do humor tem que suportar rotineiramente uma ladainha de sentimentos, ideias, soluções e propostas não solicitadas, da parte de gente que se imagina doutor à mera sugestão de saúde mental. Um tema recorrente é a aversão à medicação. Falar abertamente sobre as tuas lutas de saúde mental é entrar em contacto com a crença generalizada de que tomar medicamentos é desnecessário, tóxico ou resultado de algum tipo de falha pessoal – como se não estivesses a esforçar-te que chegue para ser feliz e bem-ajustada.

2018-11-19

Ciência como constructo social: Aracnofobia

Tradução de um artigo no blogue Pharyngula.

PZ Myers

PZ Myers é um biólogo na Universidade do Minnesota-Morris (EUA) e autor do blogue de ciência Pharyngula. Este blogue tem uma legião de seguidores. Tem-se notabilizado na denúncia do criacionismo, na defesa da Evolução contra ataques religiosos e na defesa do ateísmo. É acérrimo defensor do feminismo.

2018-11-18

A lógica retorcida do 'direito histórico' dos judeus a Israel

Tradução de um artigo no diário israelita Haaretz.

Shlomo Sand

Shlomo Sand (pronuncia-se Zand) (Linz, 10 de setembro de 1946) é um historiador israelita, professor emérito de História na Universidade de Tel Aviv e autor do livro "A Invenção do Povo Judeu" (2009). Tem como principais áreas de interesse o nacionalismo, a história do cinema e a história intelectual francesa. A sua orientação política é anti-sionista. Neste artigo defende a posição de que não há qualquer direito histórico dos judeus a ocupar a Palestina e entra em polémica com Chaim Gans, um professor de Filosofia da mesma universidade, que procura arranjar uma justificação 'sionista de esquerda' para o estado de Israel.