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Alma Alentejana

A Alma Alentejana é uma associação cultural e de ação social sediada em Almada, com um longo trabalho de promoção da cultura e do património da região. São conhecidas as suas feiras de produtos locais, onde se encontra excelentes queijos, chouriços e artesanato.

Tempos felizes

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Às vezes vivemos tempos felizes e nem damos por nada. Só mais tarde é que nos damos conta, quando já passaram. Eu tenho o privilégio de estar acordado a maior parte do tempo, figurativamente e literalmente, e pensar no que vivo. Tenho também o privilégio de estar vivo há bastante tempo. Comparo o que já vivi com o que vivo agora.

Cachupa na Tia Bé

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Tarde de domingo, telefona-me o Natalino. “Ó pá, estou-me a levantar agora e queria saber se queres ir jantar. Conversar, e tal…” Ele faz o turno da noite num táxi em Lisboa, portanto o horário confere. E o domingo é o seu único dia (noite) livre. “Ok, aparece no Charnequeiro lá para as sete e meia, a ver se descobrimos para aí uma manjedoura qualquer.” Não estava mais ninguém disponível para alinhar no jantar. O Charnequeiro estava-se a encher de benfiquistas para verem o Benfica-Paços de Ferreira, uns por não terem Sport TV, outros pelo ambiente. Só depois de pensar noutras possibilidades é que me lembrei da Tia Bé. O Natalino não conhecia, mas quando lhe falei na cachupa, arrebitou logo os orelhas.

Dois Bares

Gosto, de vez em quando, de sair à noite. Nunca gostei de discotecas. Demasiado barulho e eu não sei dançar. Prefiro os bares ou pubs. Bom ambiente, música boa que não torne impossível conversar, umas bejecas e amigos por companhia. Perfeito.

A medalha

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Sábado passado, fui pela primeira vez ao Charneca da Caparica Futebol Clube, vulgo os Canários. Festejava 22 anos e o meu colega Luís Rodrigues tinha insistido para que eu fosse. Garotos a jogar futebol, algumas pessoas conhecidas, o presidente da Junta, gente da Câmara, discursos, e pimba: pespegam-me uma medalha! Ia caindo da cadeira… Da primeira vez que vou à colectividade, sou logo medalhado. E esta?

Óscar Lobão

Meio caniche, meio cão de água, o Óscar Lobão pertence a Luís Lobão, o meu patrão. Daí o apelido. Mas passa pouco tempo em casa do dono, pois prefere ser um trabalhador não assalariado e não produtivo da Tipografia Lobão. Entra ao serviço logo de manhã, percorrendo todas as secções. Acaba por se dirigir ao seu caixote, ao lado da minha secretária. Não sei o que faz de noite, mas vem quase sempre estafado, sujo e cheio de sono. A primeira tarefa do dia para mim é fazer lhe uma sessão intensiva de massagens nas orelhas. Depois enrosca-se e dorme, só interrompido pelos visitantes que lhe fazem festas. Perto da hora do almoço, começa a interessar-se pelo mundo. Entra na casa de banho e ladra a chamar alguém que lhe abra a torneira do bidé, ou então vai à recepção e exige um copo de água mineral da fonte. Procura então saber qual o carro que vai seguir em direcção ao restaurante.

Come-se muito bem no Charnequeiro

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Nem sequer é um restaurante, mas um snack-bar , nas Quintinhas, Charneca de Caparica, onde moro. Mas a direcção culinária, a cargo da D. Elvira, coadjuvada pela D. Odete e pela D. Ana, é soberba. É cozinha portuguesa tradicional nada pretensiosa, mas com um belo equilíbrio de sabores. A massinha de peixe, de entrecosto ou de bacalhau, o frango do campo, o arroz de cabidela, o fricassé, o arroz de pato, o bacalhau à Charnequeiro, atraem aos almoços clientes de cada vez mais longe.

Os anos do presidente

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Eduardo Reis é presidente do Vitória Clube das Quintinhas. Um daqueles presidentes que o são porque eles é que fizeram tudo aquilo acontecer, quer trabalhando quer motivando outros para trabalhar. Desde que fundou o clube há uma data de anos até hoje, continua a dar a vida por ele. Não no sentido de morrer pelo clube, mas no sentido de viver para ele. É assim. Há os que morrem por um ideal e chamamos-lhes heróis. Há outros que dão por um ideal a sua vida vivida ao longo de muitos anos. Como chamamos a esses? O Reis fez anos, a direcção fez-lhe um almoço, ao qual não fui porque não sou da direcção, sou apenas sócio. Mas acabei por ir lá parar.

Os ídolos e a Constituição

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Este fim-de-semana as forças do passado invadem Lisboa e Almada. A imagem da alucinação colectiva ou vigarice de Fátima (ou sábia mistura das duas, cuidadosamente alimentada pelo Vaticano) que desde 1917 persiste até ao século XXI, vem a Lisboa e a Almada saudar o meio século do mamarracho monumental que homenageia o Cristo autoritário e cúmplice das ditaduras, que perturba e inquina o skyline de Lisboa e Almada. Um encontro de ídolos. Constituição da República Portuguesa Artigo 41.º (Liberdade de consciência, de religião e de culto) 4. As igrejas e outras comunidades religiosas estão separadas do Estado e são livres na sua organização e no exercício das suas funções e do culto. Artigo 275.º Forças Armadas 3. As Forças Armadas obedecem aos órgãos de soberania competentes, nos termos da Constituição e da lei. 4. As Forças Armadas estão ao serviço do povo português, são rigorosamente apartidárias e os seus elementos não podem aproveitar-se da sua arma, do seu posto ...

Cabeças de borrego

No alpendre da oficina de um amigo, pude provar enfim uma famosa iguaria alentejana, cabeças de borrego no forno. Comidas à mão e ao ar livre, em boa companhia. Bravo, sr. José Bentes!