10 de fevereiro de 2010

Nda

Playing for change (Tocando para a Mudança) é um movimento, um documentário, uma ONG. Junta músicos de todo o Mundo a tocar a mesma canção em conjunto, em cumplicidade alegre com uma mensagem de paz e concórdia. Muitos são músicos de rua, outros estrelas.

Devia começar por mostrar esses vídeos mundiais, mas esta canção no site cativou-me. Nda, foi o que a mãe de Jason Tambo lhe disse ao despedir-se. Não sei o que quer dizer. Adeus, porta-te bem, não te esqueças de mim…

Seja como for, é uma canção muito doce e carinhosa. Ponham lá o que as vossas mães vos disseram na despedida, para uma ausência longa, curta ou definitiva, e vão ver que a canção vos toca num ponto muito especial.

 

Não tenho qualquer ligação especial a África, além de alguns bons amigos africanos que me influenciaram numa fase da vida em que abri os olhos para algumas dimensões menos óbvias da minha humanidade.

Ou talvez a ligação a África, presente nos genes de todos nós, se manifeste também na forma como reagimos a estas músicas.

Não ligo nada à música africana urbana comercial moderna, frenética e artificial. O que me toca são, acima de tudo, os coros bantos, do Sul de Angola e de Moçambique, da Namíbia e da África do Sul. Ou esta forma carinhosa de tocar viola que vem do Congo e de que sei muito pouco.

Um só mundo

Voltando a Playing for Change, o que eles fizeram de especial pode-se ver no vídeo seguinte, com a canção Stand by me, gravação original de Ben E. King de 1961. 35 artistas de todo o mundo gravaram esta canção, sem nunca se terem encontrado. Robert Ridley (já falecido) um músico de rua na praia de Santa Mónica, na Califórnia, captou a atenção do produtor com a sua voz poderosa. Foi o pontapé de saída.

Segundo a Wikipédia, este vídeo já totalizou 17 milhões de visitas no Youtube.

 

Mas agora deixem-me meter mais uma música africana deliciosa que encontrei no site do Playing for Change. Tenho que deixar de ver estas coisas senão ainda me ponho a dançar, o que seria aborrecido. Por um lado, o espectáculo seria penoso, por outro as pessoas com quem, ao longo destes anos todos, me recusei a dançar duvidariam da minha sinceridade…

Da África do Sul, o grupo Phekama Africa:

Agradeço a dica a Martinho Carrasquinho.

Sem comentários:

Enviar um comentário

Comente, mesmo que não concorde. Gosto de palmadas nas costas, mas gosto mais ainda de polémica. Comentários ofensivos ou indiscretos podem vir a ter de ser apagados, mas só em casos extremos.