13 de setembro de 2009

Sushi

Sushi

Consegui viver 57 anos sem ter provado sushi. Essa privação finalmente acabou. Foi uma revelação.

Sabores suaves e ricos, em especial os peixes. O estranho arroz japonês. As algas. Uma massa picante estranhamente suave mas poderosa. Os pratos também são uma festa para os olhos. Não vejo a hora de voltar a experimentar.

Não tinha provado até agora por nenhuma razão especial. Eu até sou um indivíduo aberto a outras cozinhas. Gosto de viajar no prato, tanto como de viajar no espaço. Para além de apreciar toda a gastronomia nacional, com especial apreço pela do Algarve que me viu crescer, e pela alentejana, resultado das pessoas com quem me dou agora, sempre tive grande curiosidade pelos outros povos e culturas, o que inclui a sua culinária.

Fui abençoado com um paladar bastante aberto, o que me permite aceitar, para além de um pequeno choque cultural inicial, comidas de todo o lado. Viajei assim por todo o mundo, no prato. Algumas cozinhas têm mais sucesso do que outras.

Pessoalmente, sou fã há muito da cozinha chinesa, da italiana, da indiana, da africana, da judaica sefardita, da do Magrebe. Não apreciei muito a cozinha do norte da Europa, com excepção das maravilhosas salsichas alemãs, compradas na rua. Por ligações familiares, contactei recentemente com a cozinha búlgara e adorei. As cozinhas inglesa e americana não parecem ter nada de jeito, mas salvam-se por adoptar e adaptar cozinhas de outros países. A cozinha indiana que conhecemos, se não vem de Goa, vem via Reino Unido, a italiana, mexicana, chinesa e… japonesa, via EUA.

Não tinha provado cozinha japonesa até agora por ignorância. Temia que o sabor do peixe cru fosse demasiado forte ou ofensivo, ou que parte dos ingredientes fossem piclificados, já que não sou apreciador do ácido láctico presente nos picles e no chucrute. Nada disso. É tudo muito suave e subtil.

Também não contactei com cozinha japonesa propriamente dita, visto que o Sushi Time é parte de uma cadeia internacional, influenciada pela cozinha americana. Mas hei-de contactar.

Sushi Time

Nos restaurantes chineses não fazem questão dos pauzinhos, em geral nem oferecem essa opção, mas aqui nem puseram talheres na mesa. Portanto, lá me ajeitei. Não é comida farta-brutos, mas para degustadores…

Foi no Sushi-Time, no Parque das Nações, Lisboa. A publicidade é de borla.

1 comentário:

  1. sim senhor cabanita, mente aberta estômago regalado, um abraço do vizinho Ricardo

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