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EUA: chumbo por incompetência

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No site Foreign Policy , dedicado a política externa do ponto de vista dos EUA, apareceu este artigo, The Death of American Competence , a declarar que um dos fatores decisivos de decadência desse país é o seu falhanço espetacular ao nível da competência. Não contesto a afirmação do autor, mas discuto as consequências disso para o resto do mundo. Estará a China pronta para agarrar o testemunho? O artigo é interessante. Não tenho quaisquer dúvidas de que os EUA se afundaram definitivamente na ambição da supremacia mundial. Foi durante as crises, ao saber responder a elas, que subiram ao topo, é na crise e na forma como respondem que se afundam. Nada a fazer, o mundo é um juiz implacável. Desse ponto de vista, a China sem dúvida ocupou agora o seu lugar de potência mundial, precisamente ao saber responder, de forma minimamente competente, ao problema. Mas a China tem uma quantidade de problemas terríveis a resolver até poder assumir plenamente esse papel. O seu sistema político é um ana...

Nada de quarentenas com a família

Rachel Maddow, famosa repórter da cadeia norte-americana MSNBC, entrevista o jornalista de ciência e saúde Donald McNeal, do New York Times , a propósito do testemunho dos cuidados com o Covid-19 na China. A entrevista mostra uma medicina anti-epidemiológica bem mais avançada, creio eu, que a praticada na Europa e nos EUA. Provavelmente pagaremos bem caro a diferença. O homem é um bocado difícil de entender. Por isso, resolvi transcrever e traduzir toda a entrevista, a título de serviço público. Veja a transcrição a seguir ao vídeo.

Lave as mãos!

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Se está ansioso com o surto do novo coronavírus (COVID-19) ou simplesmente se preocupa com a disseminação usual da gripe sazonal, há uma maneira simples e fácil de reduzir o risco de contrair doenças transmissíveis: lavar as mãos. Os Centros de Controle e Prevenção de Doenças (CDC, EUA) consideram a lavagem das mãos “um dos passos mais importantes que podemos tomar para evitar adoecer e espalhar germes” e afirmam que a higiene básica pode reduzir a transmissão tanto das infecções respiratórias superiores — constipação ou gripe — como de doenças diarreicas — por exemplo o norovírus.

Lágrimas brancas

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Artigo do Atlanta Black Star . ( Lágrimas brancas é um conceito trocista entre os ativistas anti-racistas. Refere-se à extrema sensibilidade de muitos brancos, perante qualquer crítica ao seu racismo ou ao seu privilégio.) Um académico britânico negro pôs os cabelos em pé a alguns quando considerou a brancura "uma psicose" e responsabilizou a Grã-Bretanha por ter que levar a sério a sua história opressiva.

Do lado dos que lutam pela liberdade

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No Reino Unido, por estranho que pareça, funcionam tribunais islâmicos da Xaria. O seu objetivo não é decidir questões criminais ou do direito geral do país, mas aplicar o costume e a tradição nas vastas comunidades islâmicas inglesas. Coisas como heranças e afins. Mas a Xaria foi concebida como a lei para todos e os seus tribunais têm tendência a invadir e atacar direitos de mulheres, de LGBT+, de outras persuasões religiosas, e o próprio estado secular.

Joacine e o racismo

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Aconteceu recentemente no nosso país que foi eleita uma deputada sob a bandeira do anti-racismo. Ainda por cima, mulher e gaga. Ainda por cima, ergue com audácia bandeiras que fizeram estremecer os baluartes tanto do racismo como do machismo, como ainda do capacitismo 1 . Desde o princípio, a sua posição não foi passar entre os pingos da chuva ou não fazer ondas. Não sei se por temperamento pessoal ou estratégia política, a posição de Joacine foi mostrar-se em desafio, para que toda a canzoada ladrasse ferozmente. E a canzoada, previsivelmente, não falhou. Não serei eu o juiz do seu estilo de comunicação nem vou armar-me em estratego político e dizer que deveria ter feito assim ou assado, em vez do que fez. Nem sequer votei nela, por isso o seu cargo não me leva a escrutinar se está ou não a cumprir o mandato que lhe dei. Nem levo, com franqueza, o nosso Parlamento assim tão a sério. É uma personalidade colorida, possivelmente sem o calo político que lhe permitiria não dizer imediata...

Auschwitz: o reset

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Num blogue chamado Skeptics Vocabulary , onde cheguei à procura do termo dissonância cognitiva , que, embora use frequentemente, é raro lembrar-me como se chama, encontrei um artigo sobre um assunto totalmente diferente, mas fascinante. O autor, indiano (a página assume-se como parte do movimento céptico da Índia), depois de uma visita a Auschwitz, tece algumas considerações interessantes sobre a forma como tal excesso da barbárie forçou uma reavaliação das ideias da consciência mundial com respeito aos direitos humanos. Diz ele que, mais do que o Renascimento, um tal reset se deveu ao horror dos campos de extremínio nazis. É capaz de ter razão. Como indiano, não pode também fugir a comparar a atrocidade nazi às atrocidades coloniais. O autor descreve, em primeiro lugar, a visita: